Governadores do México divulgam carta de apoio a Sheinbaum por ação que matou El Mencho
Carta assinada por todos os governadores elogia operação que matou chefe de cartel e reforça cooperação contra o crime organizado
247 - Uma carta assinada por todos os governadores do México manifestou apoio à operação que resultou na morte de Nemesio Rubén Oseguerra Cervantes, conhecido como El Mencho, apontado como líder de um dos principais cartéis do país. O documento ressalta a condução da política de segurança pelo governo federal e defende a continuidade das ações de combate ao crime organizado.
No texto, os líderes estaduais afirmam que a presidente Claudia Sheinbaum tem conduzido a política nacional de segurança “de forma decidida, responsável e estratégica”. A carta também sustenta que a operação que culminou na morte de El Mencho foi realizada com “trabalho profissional” para garantir a “integridade e tranquilidade da população”.
O grupo reafirmou a disposição de cooperar com o governo federal no enfrentamento à violência e declarou que seguirá atuando para fortalecer medidas de prevenção ao crime, além de enfrentar as causas estruturais da criminalidade. O documento reúne 31 assinaturas, incluindo a de governadores que integram partidos de oposição ao Morena, legenda de Sheinbaum.
Entre os signatários estão quatro governadores do Partido Ação Nacional (PAN): María Teresa Jiménez, de Aguascalientes; Líbia Dennise García Muñoz, de Guanajuato; María Eugenia Campos Galván, de Chihuahua; e Mauricio Kuri González, de Querétaro.
Operação militar e confronto
Nemesio Rubén Oseguerra Cervantes, de 59 anos, foi morto pelo Exército mexicano na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. Segundo as autoridades, ele era um dos fundadores e principal dirigente do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG).
De acordo com o Exército, El Mencho era escoltado por integrantes do grupo criminoso para embarcar em um avião com destino à Cidade do México, onde buscaria tratamento de saúde, quando houve confronto. A corporação afirmou que seus agentes foram alvo de disparos e reagiram.
Além de El Mencho, outros três homens identificados como membros do CJNG morreram no local. Três suspeitos ficaram gravemente feridos, enquanto dois foram presos. As forças de segurança informaram ainda a apreensão de “diversos armamentos e veículos blindados”, incluindo armas com capacidade de derrubar aeronaves e destruir carros blindados.
Três militares também ficaram feridos na ação. Segundo o Exército, eles foram imediatamente encaminhados a um hospital na capital mexicana, assim como os suspeitos em estado grave. Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde dos feridos.
A operação contou com apoio dos Estados Unidos, segundo informou o próprio Exército mexicano. A morte de El Mencho é considerada a maior ofensiva das forças de segurança do México desde a captura de Joaquín “El Chapo” Guzmán, ex-chefe do Cartel de Sinaloa, que cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos desde 2019.
Procurado pelos Estados Unidos
O Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à captura de El Mencho. As autoridades norte-americanas acusam o CJNG, criado em 2009, de possuir grande capacidade de tráfico de cocaína, heroína e metanfetamina, além de envolvimento recente no envio de fentanil aos Estados Unidos.
Desde 2017, El Mencho foi alvo de diversas acusações formais no país. A mais recente, apresentada em 5 de abril de 2022, incluía conspiração e distribuição de substâncias controladas — como metanfetamina, cocaína e fentanil — com finalidade de importação ilegal, além de uso de arma de fogo.
Segundo o jornal “Los Angeles Times”, a morte do líder do CJNG “representa uma grande conquista para o governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que vinha sofrendo intensa pressão da administração Trump para reprimir o tráfico de drogas com destino aos Estados Unidos”. Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos.


