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Grupo de Puebla condena ameaças de Trump a Petro e Sheinbaum

Bloco político afirma que declarações do presidente dos EUA ferem o direito internacional e a soberania latino-americana

Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum (Foto: Prensa Latina )

247 - O Grupo de Puebla divulgou um posicionamento público no qual repudia as ameaças e declarações consideradas intimidatórias feitas por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum. Para o grupo, as manifestações têm como objetivo constranger governos eleitos democraticamente e resgatar uma lógica de coerção incompatível com a convivência pacífica entre Estados soberanos.

O pronunciamento ocorre em um contexto de agravamento das tensões regionais, após ações atribuídas aos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela. De acordo com o texto, houve agressão militar, além do sequestro e da privação ilegítima da liberdade do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, a deputada Cilia Flores. O Grupo de Puebla classifica esses fatos como graves violações do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do princípio que proíbe o uso da força entre países.

A nota, publicada no site oficial do Grupo de Puebla, sustenta que, diante desse cenário, as ameaças dirigidas a Petro e Sheinbaum ganham gravidade adicional. A organização manifesta solidariedade aos dois chefes de Estado e reafirma que a América Latina e o Caribe devem ser reconhecidos como uma zona de paz, baseada na soberania dos países, na autodeterminação dos povos, na não intervenção e na solução pacífica de controvérsias.

No documento, o grupo faz um apelo à comunidade internacional e aos organismos multilaterais para que se posicionem de forma clara diante dos episódios relatados e atuem em defesa do direito internacional, do multilateralismo e da estabilidade regional. A mensagem é sintetizada em uma declaração enfática: “A América Latina não aceita ultimatos”.

O posicionamento é subscrito por diversas lideranças políticas da região e da Europa, entre elas Alberto Fernández, ex-presidente da Argentina; Rafael Correa, ex-presidente do Equador; Camilo Lagos, presidente da Fundação Progresa, do Chile; Cecilia Nicolini, parlamentar do Mercosul pela Argentina; Rafael Michelini, ex-senador do Uruguai; Jorge Taiana, ex-ministro e ex-senador argentino; Verónika Mendoza, ex-candidata presidencial do Peru; Sonia Gutiérrez Raguay, deputada nacional da Guatemala; Ricardo Patiño, ex-chanceler do Equador; Esperanza Martínez, senadora do Paraguai; Guillaume Long, ex-chanceler do Equador; Carlos Ominami, ex-ministro da Economia do Chile; Oriol Junqueras, ex-deputado europeu e presidente da Esquerra Republicana de Catalunya; Irene Montero, ex-ministra da Igualdade e deputada do Parlamento Europeu pela Espanha; além de Marco Enríquez-Ominami, coordenador do Grupo de Puebla.

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