Guerrilhas colombianas afirmam estar preparadas para enfrentar os EUA
Grupos armados que atuam na fronteira com a Venezuela divulgam comunicados contra de planos imperialistas norte-americanos
247 - Grupos guerrilheiros colombianos com atuação na região de fronteira com a Venezuela divulgaram comunicados nos quais afirmam estar preparados para enfrentar iniciativas dos Estados Unidos na região. As manifestações ocorreram no domingo (4), um dia após a captura de Nicolás Maduro, e foram divulgadas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
O Exército de Libertação Nacional (ELN) declarou, em mensagem enviada via Telegram, que se une a “todos os patriotas, democratas e revolucionários” para “enfrentar os planos imperialistas contra a Venezuela e os povos do Sul”. A organização armada apresentou o posicionamento como uma reação direta ao cenário político regional.
No mesmo sentido, dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo que assinou um acordo de paz e se desmobilizou oficialmente em 2016, também divulgaram declarações de confronto. Em publicação feita na rede social X, os integrantes afirmaram que lutariam “até a última gota de sangue lutando contra o império” americano, “se necessário”. Na mesma mensagem, acrescentaram: “Cedo ou tarde, o império ianque cairá”.
Segundo especialistas citados na reportagem, essas guerrilhas mantêm envolvimento com o tráfico de cocaína e circulam em território venezuelano com a conivência do Exército do país. A movimentação desses grupos armados ilegais tem gerado preocupação entre autoridades colombianas.
Diante do risco de atentados e da instabilidade na região fronteiriça, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou a mobilização de cerca de 30 mil soldados para reforçar os pontos de passagem entre os dois países. O governo colombiano colocou as forças de segurança em estado de alerta, monitorando possíveis ações desses grupos armados na fronteira com a Venezuela.



