Instituto Cubano de Amizade com os Povos condena calúnias e sanções dos EUA
Medida do governo estadunidense visam criminalizar a solidariedade internacional
247 - O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) denunciou as novas sanções dos Estados Unidos contra Cuba e afirmou que a medida busca criminalizar a solidariedade internacional, ampliar o bloqueio econômico contra a ilha e atingir seus vínculos de cooperação com organizações e movimentos de amizade em outros países, as informações são da teleSUR.
Segundo a teleSUR, o ICAP e sua empresa afiliada, Amistur S.A., reagiram à decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de incluí-los na lista de sanções. Em comunicado divulgado pelo presidente da entidade, Fernando González, a medida foi classificada como um “ato de hostilidade política baseado em calúnia”.
A organização cubana afirmou que a iniciativa de Washington tem como objetivo justificar a intensificação do embargo econômico contra Cuba e enfraquecer os laços de amizade entre o povo cubano, setores da sociedade dos Estados Unidos e integrantes da comunidade cubana radicada naquele país.
De acordo com o comunicado, a inclusão do ICAP e da Amistur S.A. na lista de sanções integra uma estratégia de agressão máxima aplicada contra Cuba ao longo do ano. A entidade apontou um aumento sem precedentes da coerção e da aplicação extraterritorial do bloqueio econômico imposto à ilha.
O documento também relacionou a medida a ordens executivas assinadas em 29 de janeiro e 1º de maio, além da pressão exercida por Washington para restringir o fornecimento de combustível e limitar as receitas financeiras de Cuba. Para o ICAP, essas ações buscam provocar um cenário de crise humanitária e evidenciam o caráter agressivo da política norte-americana contra o país.
O instituto rejeitou as acusações feitas por Washington e afirmou que elas são falsas e buscam desacreditar a organização. Segundo o comunicado, os Estados Unidos tentam apresentar o ICAP como uma agência dedicada a subverter e desestabilizar a segurança nacional norte-americana.
A entidade também rechaçou as alegações do Departamento de Estado de que estaria difundindo uma ideologia radical no exterior. Para o ICAP, a postura do governo norte-americano é hipócrita, pois Washington destinaria bilhões de dólares dos contribuintes para desestabilizar a ordem política e econômica de Cuba, ao mesmo tempo em que critica uma instituição que, há 65 anos, atua na promoção do entendimento e da amizade entre os povos.
O comunicado afirmou ainda que nenhuma medida coercitiva afetará o trabalho do ICAP e da Amistur S.A. A organização reiterou seu compromisso com a solidariedade internacional, a defesa de causas justas e a rejeição à perseguição financeira que impacta famílias cubanas.
Ao final, o texto exigiu a retirada imediata das duas entidades da lista de sanções, pediu o fim da guerra econômica e das ameaças militares e convocou associações de amizade com Cuba a se oporem ao que considera uma tentativa de criminalizar a solidariedade internacional.
A decisão ocorre em meio a uma nova escalada da política de pressão máxima contra Cuba. Em 4 de junho, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), impôs novas sanções unilaterais que incluíram na “Lista de Nacionais Especialmente Designados” o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sua família e parentes do líder histórico Raúl Castro.
As restrições também foram estendidas ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), aos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e à agência de viagens Amistur S.A.



