Leia mais sobre a trajetória de Nicolás Maduro, sequestrado pelos EUA
Nascido em Caracas, Maduro passou de sindicalista e deputado a chanceler, vice-presidente e presidente da Venezuela, eleito após a morte de Hugo Chávez
247 - Sequestrado por forças dos Estados Unidos e levado para Nova York, Nicolás Maduro Moros, de 62 anos, nasceu em Caracas, capital da Venezuela. Ele estava há 12 anos no comando do país e exercia o seu terceiro mandato presidencial no momento da ação.
Após a morte de Hugo Chávez, em março de 2013, o país realizou novas eleições presidenciais. Na disputa, Maduro saiu vitorioso ao derrotar o candidato da oposição, Henrique Capriles, consolidando-se como sucessor do líder venezuelano.
Antes de chegar à Presidência, Maduro integrou o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200), organização liderada por Chávez que foi alvo de repressão, incluindo prisões e uma tentativa de golpe que acabou fracassando. Após esse episódio envolvendo o dirigente venezuelano, Maduro ganhou mais projeção pública por seu engajamento em campanhas em favor da libertação de Chávez.
A trajetória de Maduro inclui uma origem sindical. Ele trabalhou como motorista de ônibus no sistema do Metrô de Caracas e, no fim da década de 1970, fundou um sindicato para representar os trabalhadores do transporte público da capital. Anos depois, ingressou na vida parlamentar, foi eleito deputado, ocupou o cargo de chanceler e, posteriormente, alcançou a Presidência da República.
Em 1999, quando Hugo Chávez foi eleito presidente, Maduro passou a integrar a Assembleia Nacional Constituinte. No ano seguinte, conquistou uma vaga como deputado e, em 2006, assumiu a presidência da Casa Legislativa.
Sua atuação institucional avançou quando ele deixou a Assembleia Nacional após convite de Chávez para comandar o Ministério das Relações Exteriores. Em outubro de 2012, com a reeleição de Chávez para um quarto mandato, Maduro foi nomeado vice-presidente. Pouco depois, com o afastamento do então presidente para tratamento de saúde, ele passou a exercer a chefia do Executivo de forma interina.
Entenda
A pressão sobre o governo venezuelano começou em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Mesmo não havendo provas, a gestão trumpista acusou o venezuelano de envolvimento com o narcotráfico.
Analistas destacaram que o governo Trump e seus aliados estão interessados nas reservas de petróleo da Venezuela. O país sul-americano tem mais de 300 bilhões de barris de petróleo, o que representa aproximadamente 17% das reservas globais.
A América Latina e várias outras nações espalhadas pelo mundo condenaram as agressões dos EUA contra o território venezuelano e fizeram cobranças à ONU. O Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas terá um encontro nesta segunda-feira (5) para debater sobre os ataques à Venezuela.



