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Líder socialista venezuelano destaca unidade bolivariana diante de ataques externos

Diosdado Cabello afirma que povo, Forças Armadas e instituições seguem coesos frente à ofensiva dos EUA

Diosdado Cabello (Foto: Con el Mazo Dando/Telesur)

247 - O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou que a Revolução Bolivariana mantém-se unida e firme diante das agressões externas, ao comentar o atual cenário político e militar do país em seu programa de televisão Con el Mazo Dando. Segundo ele, a coesão entre a liderança política, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), as forças policiais e o povo venezuelano tem sido decisiva para enfrentar a escalada de tensões após o recente bombardeio dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido em 3 de janeiro.

Segundo a Telesur, Cabello ressaltou que a unidade nacional se mantém sólida mesmo em um contexto de pressão internacional e reiterou o apoio à condução política do país diante das ações de Washington.

Ao abordar o impacto do ataque norte-americano, o dirigente chavista afirmou que a reação interna demonstrou a força da organização popular. “Estamos unidos como um só bloco, uma rocha sólida é a Revolução Bolivariana, é o nosso Povo, as nossas Forças Armadas, são as nossas forças policiais”, declarou, acrescentando que essa coesão já foi comprovada “repetidas vezes”. Cabello também mencionou manifestações de apoio à libertação do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

No programa, o líder do PSUV expressou solidariedade à presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem atribuiu a responsabilidade de conduzir o país em meio às agressões motivadas pela “ganância do imperialismo estadunidense”. Cabello criticou duramente setores que celebraram o bombardeio e afirmou que essas posições serão superadas pela mobilização popular. 

O ministro do Interior e Justiça também comentou o processo recente de libertações promovido pelo governo bolivariano, informando que mais de 400 pessoas deixaram a prisão como parte de uma iniciativa voltada à paz social. Cabello esclareceu que as medidas não alcançam condenados por crimes graves, como homicídio, narcotráfico ou pedofilia, e rejeitou a classificação dos libertados como “presos políticos”. 

Cabello ainda rejeitou campanhas internacionais que descrevem a Venezuela como uma “narcodemocracia” ou um “Estado repressivo e ilegítimo”. Para ele, tais narrativas perderam credibilidade à medida que se evidenciou o interesse dos Estados Unidos em controlar o petróleo e outras riquezas do país.

Nesse contexto, destacou a postura do presidente Nicolás Maduro, a quem definiu como comprometido com o diálogo. “O presidente Nicolás Maduro é e será um homem de paz”, disse, mencionando também a atuação de Cilia Flores em fóruns internacionais. Cabello criticou o que chamou de “espetáculos” encenados pela oposição e reiterou que a linha do governo sempre foi a da reconciliação.Ao encerrar sua análise, o dirigente recordou advertências feitas pelo comandante Hugo Chávez sobre os riscos do imperialismo norte-americano. “O comandante Chávez sempre nos alertava porque conseguia prever o futuro e apontar a origem das coisas”, afirmou, sustentando que essas previsões se confirmaram com os acontecimentos recentes. Com isso, Cabello reafirmou que a Revolução Bolivariana segue unida e consciente frente à pressão externa, avançando na defesa da soberania nacional e na busca pela estabilidade política.

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