Lula conversa com Claudia Sheinbaum sobre relações econômicas entre Brasil e México e reforça convite para visita ao país
Em diálogo por telefone, líderes discutiram cooperação em energia e negócios entre as duas nações da América Latina
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, nesta segunda-feira (9), para tratar do fortalecimento das relações econômicas entre os dois países. A informação foi divulgada em nota oficial da Presidência da República. Durante a conversa, os dois líderes manifestaram interesse em ampliar a cooperação bilateral, com atenção especial à área de energia.
Segundo o comunicado, Lula também reiterou o convite para que a presidenta mexicana realize uma visita oficial ao Brasil. Os dois chefes de Estado discutiram ainda a possibilidade de organizar um encontro empresarial entre representantes do setor privado brasileiro e mexicano, com o objetivo de identificar novas oportunidades de negócios. Claudia Sheinbaum aceitou o convite para visitar o Brasil, e os dois governos concordaram em definir a data da viagem entre os meses de junho e julho deste ano.
Agressões dos EUA
O diálogo entre os dois países ocorre em um contexto de intensificação das agressões dos Estados Unidos contra países do Sul Global. Entre os episódios recentes estão o ataque militar dos EUA e Israel contra o Irã, a operação que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa em 3 de janeiro, além das ameaças e do bloqueio econômico criminoso contra Cuba.
Nesse cenário, também nesta segunda-feira (9), segundo a Telesur, a presidenta mexicana reafirmou que apenas as Forças Armadas do México poderão realizar operações militares no território nacional, rejeitando a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar tropas estadunidenses ao país para combater cartéis do narcotráfico. Ao comentar o tema em sua conferência diária, Sheinbaum reiterou que a cooperação internacional deve ocorrer sem intervenção estrangeira e afirmou que a política mexicana seguirá baseada no princípio de "cooperação sim, intervenção não".


