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Sheinbaum e Trump conversam por telefone após operação que matou chefe de cartel

Presidente do México detalha ligação com presidente dos Estados Unidos depois de operação que matou “El Mencho” e provocou onda de violência em Jalisco

Trump e Claudia Sheinbaum (Foto: Reuters)

247 - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou nesta quarta-feira (25) que manteve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera, apontado como líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O contato ocorreu na segunda-feira (23), um dia depois da operação militar que resultou na morte do criminoso.

Segundo Sheinbaum, a ligação durou cerca de oito minutos e teve como objetivo principal avaliar a situação de segurança no México após a ação. De acordo com a presidente, Trump queria saber “como estavam as coisas” no país vizinho.

No mesmo dia da conversa, o presidente dos Estados Unidos utilizou as redes sociais para afirmar que o México “precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas”. Desde que retornou ao poder, Trump vinha cobrando medidas mais duras de combate às organizações criminosas e chegou a ameaçar ações militares contra os grupos, caso considerasse insuficientes os resultados apresentados pelo governo mexicano.

Em resposta às pressões, Sheinbaum tem reiterado o princípio da soberania nacional como eixo central de sua política de segurança. Ao mesmo tempo, sua administração ampliou a cooperação com agências norte-americanas, sobretudo na área de inteligência, mantendo, porém, a condução das operações sob responsabilidade exclusiva das forças mexicanas.

A ofensiva que culminou na morte de “El Mencho” foi executada por militares do México, sem participação direta de tropas dos Estados Unidos, conforme ressaltou a presidente. Houve, no entanto, intercâmbio de informações entre os dois países. De acordo com autoridades, os confrontos deixaram ao menos 27 agentes de segurança mortos, além de 46 integrantes do crime organizado e um civil.

O líder do CJNG foi atingido durante um tiroteio com soldados na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. Segundo o Exército, ele não resistiu aos ferimentos e morreu enquanto era transportado de avião para a Cidade do México.

A morte do narcotraficante desencadeou uma escalada de violência na região. Integrantes da facção bloquearam rodovias, incendiaram veículos, atacaram postos de combustíveis, estabelecimentos comerciais e agências bancárias, além de entrarem em confronto com forças de segurança. Diante da situação, o governo federal mobilizou 10 mil soldados para tentar conter os distúrbios.

Após o retorno de Trump à Presidência, os Estados Unidos classificaram o CJNG como organização narcoterrorista estrangeira. Washington também oferecia recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de “El Mencho”.

O episódio ocorre em um momento sensível para o estado de Jalisco, cuja capital, Guadalajara, está entre as cidades-sede da Copa do Mundo de futebol deste ano, torneio organizado conjuntamente por México, Estados Unidos e Canadá. Na terça-feira (24), Sheinbaum buscou tranquilizar a população e os visitantes, afirmando que não há “nenhum risco” para torcedores e que o governo oferecerá “todas as garantias” para a realização dos quatro jogos previstos para junho na cidade.

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