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Lula decide ir à reunião da Celac discutir tensão na Venezuela

Presidente vai interromper agendas da COP para se reunir com líderes da América Latina e Caribe

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu incluir uma parada estratégica em sua agenda internacional antes da abertura oficial da COP30, que ocorrerá em Belém. Segundo Igor Gadelha, do Metrópoles, o chefe do Executivo brasileiro viajará à Colômbia neste fim de semana para participar da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia, marcada para os dias 9 e 10 de novembro, na cidade de Santa Marta.

De acordo com o chanceler Mauro Vieira, que confirmou a informação na noite de terça-feira (5), Lula deve comparecer ao encontro no domingo (9) e retornar a Belém a tempo da cerimônia de abertura da conferência do clima da ONU, programada para a segunda-feira (10).

Mudança na agenda presidencial

Lula está em Belém desde o último sábado (1) e, inicialmente, permaneceria na cidade até o fim de semana, quando embarcaria para Fernando de Noronha (PE) para o lançamento de um projeto de energia solar. Com a nova decisão, o presidente cancelou a viagem a Pernambuco e priorizou o diálogo regional na Colômbia.

Antes do embarque, ele participará da cúpula dos chefes de Estado da COP30, agendada para quinta (6) e sexta-feira (7), na capital paraense. O evento antecede a abertura oficial da conferência, que reunirá líderes globais para debater políticas climáticas e de sustentabilidade.

Foco na crise venezuelana e tensão regional

A Colômbia, que ocupa atualmente a presidência rotativa da Celac, sediará o encontro em parceria com a União Europeia. Entre os temas principais estão a transição energética e a cooperação comercial. No entanto, Lula pretende incluir na pauta a situação da Venezuela, diante da recente escalada de tensões militares na região.

"Só tem sentido a reunião da Celac nesse momento se a gente for discutir essa questão dos navios de guerra americanos aqui nos mares da América Latina. Eu tive a oportunidade de conversar com o presidente Trump sobre esse assunto, dizendo para ele que a América Latina é uma zona de paz. Aqui não proliferou armas nucleares. No caso do Brasil, é constitucional. […] Não precisamos de guerra aqui", afirmou Lula em entrevista a correspondentes estrangeiros.

Com essa declaração, o presidente reforçou sua posição histórica em defesa da soberania latino-americana e do diálogo diplomático, em meio à crescente presença militar dos Estados Unidos próximos ao território venezuelano.

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