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Maduro e mulher foram feridos durante sequestro pelos EUA, diz ministro

Diosdado Cabello afirma que Maduro foi ferido na perna e Cilia Flores sofreu uma pancada na cabeça

Nicolás Maduro cercado por agentes dos Estados Unidos (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

247 - O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ficaram feridos durante a agressão militar conduzida pelos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro, cujo objetivo foi sequestra-los. A ação provocou um elevado número de vítimas e aprofundou o clima de instabilidade política e social no país.

As declarações foram feitas por Cabello em seu programa semanal de televisão. De acordo com o ministro, os ferimentos ocorreram no momento da incursão militar. “Naquele momento, Cilia foi ferida na cabeça e sofreu uma pancada no corpo, [e] o irmão Nicolás foi ferido em uma perna. Felizmente, eles estão se recuperando, mas as consequências do ataque traiçoeiro permanecem: 100 pessoas”, disse, ao mencionar o número de mortos associados à ação.

O episódio, segundo Cabello, marcou uma escalada inédita na pressão externa sobre a Venezuela. Após o sequestro de Maduro, autoridades dos Estados Unidos teriam comunicado ao ministro que ele próprio poderia se tornar alvo de Washington caso não colaborasse com a presidente interina Delcy Rodríguez e não contribuísse para a manutenção da ordem interna. 

Figura central do chavismo e responsável pelo comando das forças de segurança, Cabello é citado por autoridades americanas como alguém capaz de influenciar decisivamente a interferência norte-americana no país. Mesmo enfrentando acusações na Justiça dos Estados Unidos por conspiração ligada ao narcoterrorismo, ele segue como um dos principais quadros ainda associados a Maduro. No contexto da transição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria optado por manter canais de interlocução visando evitar um colapso imediato da ordem institucional.

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