Marco Rubio nega plano para destituir presidente de Cuba
Secretário de Estado afirma que reportagem do New York Times é falsa, enquanto Havana e Washington mantêm diálogo sobre divergências
247 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, rejeitou as alegações de que Washington estaria buscando remover o presidente cubano Miguel Díaz-Canel do poder. A declaração foi feita após a divulgação de uma reportagem que sugeria a existência de tal estratégia por parte do governo norte-americano.
De acordo com a agência russa TASS, Rubio classificou a informação como falsa e criticou a atuação de veículos de imprensa dos Estados Unidos. Em publicação na rede X, ele afirmou: "O motivo pelo qual tantos veículos de comunicação dos EUA continuam divulgando notícias falsas como esta é porque continuam a depender de charlatães e mentirosos que afirmam estar por dentro do assunto como suas fontes".
A reportagem mencionada, publicada pelo jornal The New York Times, afirmava que autoridades americanas teriam sinalizado a Cuba que avanços significativos nas negociações dependeriam da renúncia de Díaz-Canel. Segundo o texto, integrantes do governo dos Estados Unidos avaliariam que a saída do presidente cubano poderia abrir caminho para mudanças estruturais na economia do país, incluindo uma maior abertura a empresas norte-americanas.
Em meio a esse cenário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira (17), que o país "faria algo com Cuba em breve", sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.
Dias antes, em 13 de março, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel havia confirmado a realização de conversas entre Havana e Washington com o objetivo de buscar soluções para divergências bilaterais por meio do diálogo. Segundo ele, as negociações têm como foco identificar problemas que exigem soluções, avaliar a disposição de ambas as partes para adotar medidas concretas em benefício de seus povos e definir áreas de cooperação voltadas à segurança e à paz.
Díaz-Canel também destacou que Cuba está disposta a avançar no processo de diálogo com base na igualdade entre os países e no respeito mútuo aos sistemas políticos, além de reafirmar a importância da "soberania e autodeterminação" da ilha.


