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‘Meu papel será o de promover o retorno do presidente Nicolás Maduro', diz presidente do Parlamento venezuelano

Jorge Rodríguez afirma que prioridade será usar instâncias internacionais para viabilizar a volta do chefe de Estado

Jorge Rodríguez (Foto: Parlamento venezuelano/Telesur)

247 - Reeleito nesta segunda-feira (5), para comandar a Assembleia Nacional da Venezuela no período de 2026 a 2031, Jorge Rodríguez afirmou que a principal missão do Parlamento será mobilizar todos os mecanismos institucionais e diplomáticos possíveis para assegurar o retorno do presidente Nicolás Maduro ao país. O pronunciamento foi feito durante sessão solene no Palácio Legislativo Federal, em Caracas, marcada por homenagens, apelos à unidade e defesa da soberania nacional, informa a Telesur..

Rodríguez destacou que sua atuação política estará totalmente voltada a esse objetivo central, que classificou como um compromisso pessoal e institucional com o país.

Em sua fala, o dirigente foi enfático ao definir o papel que pretende exercer à frente do Parlamento. “Minha principal função, como homem, como deputado, como presidente da Assembleia Nacional, será usar todos os procedimentos, plataformas e espaços para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão, meu presidente”, declarou, sob aplausos no plenário.

Rodríguez também aproveitou o discurso para conclamar a sociedade venezuelana à união e ao respeito à identidade nacional. Ele ressaltou que o momento exige o fortalecimento dos valores libertários herdados de Simón Bolívar e defendeu que os cidadãos se reconheçam como garantes da paz e da prosperidade do país.

Durante a sessão, o presidente da Assembleia prestou homenagem aos venezuelanos que morreram durante a agressão dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ao lembrar os episódios, fez um apelo simbólico à população: pediu que “as lágrimas se transformem em força e certeza”, reforçando a ideia de resistência diante das adversidades.

Outro momento marcante do pronunciamento foi a referência à ausência de Cilia Flores no plenário. Rodríguez destacou o gesto simbólico adotado pela Casa: “Há uma deputada ausente nesta câmara, há uma cadeira que pertence à minha irmã Cilia Flores, e enquanto procuramos e conseguimos recuperar Cilia, que uma flor vermelha em seu lugar e em sua cadeira nos lembre que somos gratos por sua coragem, por sua integridade, e que essa dívida será paga no dia em que a tivermos aqui conosco”.

Ao abordar a política externa e a postura histórica do país, o parlamentar reafirmou o caráter pacifista do povo venezuelano. Segundo ele, a Venezuela “nunca buscou a guerra nem enviou soldados para subjugar outras nações”. Ao mesmo tempo, fez questão de diferenciar o conceito de paz defendido pelo governo. Não se trata, disse, da “paz dos ajoelhados ou subjugados”, mas da paz baseada na liberdade e na vida.

Rodríguez dirigiu-se ainda aos partidos de oposição presentes na Câmara, afirmando que o diálogo não deve ser interpretado como sinal de fraqueza. Pelo contrário, segundo ele, trata-se de um gesto de grandeza política. O presidente do Parlamento exortou essas forças a contribuírem para acordos fundamentais em benefício do país, deixando para trás agendas que, no passado, recorreram a sanções e à violência contra compatriotas.

Na parte final do discurso, o dirigente pediu desculpas ao povo venezuelano por eventuais falhas no exercício de suas funções e prometeu ampliar a escuta às demandas sociais. “Calar a boca para ouvir mais” foi a expressão utilizada por ele ao se referir às reivindicações dos trabalhadores, das mães e, sobretudo, dos jovens. Para Rodríguez, o futuro pertence às novas gerações, e o trabalho legislativo precisa se alinhar aos seus valores e aspirações.

Encerrando sua fala, o presidente da Assembleia Nacional reafirmou o compromisso da nova Diretoria com a decência e a dignidade na condução dos trabalhos parlamentares, finalizando com uma consigna que, segundo ele, ecoa em todo o país: “Unidos venceremos!”.

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