Milhares de pessoas se manifestam na Europa em protestos contra bloqueio a Cuba
Mobilizações em cidades europeias reúnem milhares em apoio a Cuba
247 - Milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades europeias em protestos neste sábado (11), contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba, reforçando uma onda de solidariedade internacional à ilha. As mobilizações em cidades europeias reuniram milhares de pessoas em apoio a Cuba e contra o bloqueio dos EUA, com manifestações que destacaram o impacto das sanções e defenderam a soberania do país caribenho.
Segundo informações divulgadas pela Telesur, ocorreram atos em cidades como Roma, Paris e Bruxelas, reunindo organizações políticas, sociais e sindicais em uma ampla jornada de protestos.
Na Itália, mais de 10 mil pessoas participaram de uma marcha nacional em Roma, organizada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic). A mobilização teve início no Coliseu e percorreu importantes avenidas da capital italiana, reunindo manifestantes que carregavam faixas com mensagens como “Cuba se defende, não se vende e não se rende” e “Cuba não está sozinha”.
O presidente da Anaic, Marco Papacci, destacou o objetivo do ato de reafirmar o apoio ao país caribenho diante do endurecimento das sanções norte-americanas. Durante a manifestação, ele declarou: “Cuba não está sozinha! Chega de bloqueios! Até a vitória sempre! Pátria ou morte, venceremos!”. O protesto também adotou como lema “Cuba não é uma ameaça”, em crítica ao argumento utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para justificar medidas mais rígidas, incluindo restrições energéticas impostas à ilha.
Na França, mobilizações ocorreram em cerca de 30 cidades, com participação de diferentes setores da sociedade. Em Paris, centenas de pessoas se concentraram nas proximidades da Torre Eiffel, exibindo bandeiras cubanas e cartazes que exigiam o fim do bloqueio. Cidades como Lyon, Bordeaux, Toulouse e Lille também registraram atos convocados pelo Partido Comunista Francês (PCF), com apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e outras organizações.
Já em Bruxelas, representantes de partidos políticos, sindicatos e membros da sociedade civil, além de cubanos e latino-americanos residentes na Bélgica, participaram de manifestações com palavras de ordem em diversos idiomas, como “Unblock Cuba”, “Hands Off Cuba” e “Brisez le blocus”. Os manifestantes denunciaram os efeitos das sanções sobre a população cubana e classificaram a política dos Estados Unidos como prejudicial ao desenvolvimento do país.
As mobilizações fazem parte de uma articulação mais ampla em nível europeu para pressionar o governo norte-americano a encerrar as medidas contra Cuba. Os atos também evidenciam o fortalecimento de uma rede de solidariedade internacional que denuncia os impactos do bloqueio na vida cotidiana da população cubana e defende o direito do país de se desenvolver sem interferências externas.
Com forte presença popular e apoio de diversas organizações, os protestos reforçam uma mensagem comum entre os participantes: Cuba não está sozinha diante das pressões internacionais.


