Partido Revolução Cidadã confirma alianças para eleições no Equador
Movimento liderado por Gabriela Rivadeneira articula candidaturas locais e acusa órgãos eleitorais de criar incerteza política
247 - A Revolução Cidadã confirmou alianças para eleições no Equador e afirmou que já articula candidaturas locais em meio a obstáculos legais e acusações de incerteza política nas instituições eleitorais.
Em coletiva de imprensa realizada em Quito, a presidente do movimento, Gabriela Rivadeneira, disse que a organização definiu aliados e mantém negociações com outros grupos políticos para assegurar a presença de seus candidatos nas urnas. “Estamos em processo de coordenação com diversos atores provinciais que nos permitirão garantir nossa participação”, afirmou. A informação é da Prensa Latina.
Rivadeneira evitou revelar os nomes das organizações com as quais a Revolução Cidadã pretende competir. Segundo ela, a decisão busca proteger os aliados diante do que classificou como um cenário de perseguição política contra o movimento.
A ex-deputada afirmou que a Revolução Cidadã enfrenta há oito anos um processo de “perseguição” e tentativas de “proscrição” política. Ela também acusou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o Tribunal de Disputas Eleitorais (TCE) de criarem condições de incerteza para as forças de oposição no país.
De acordo com a dirigente, a legenda decidiu adiar o anúncio formal das alianças porque as recentes reformas ao Código da Democracia permitiriam a suspensão ou o cancelamento de organizações políticas mesmo durante o calendário eleitoral.
Na coletiva, Rivadeneira questionou a falta de garantias democráticas no Equador e afirmou haver “desconfiança” em relação às instituições, especialmente ao CNE. Ela citou, entre os pontos de crítica, a antecipação do calendário das eleições municipais, justificada pelo órgão eleitoral com base no impacto do fenômeno El Niño.
Para a presidente da Revolução Cidadã, o governo de Daniel Noboa, por meio de aliados, busca “eliminar a possibilidade de participação” do movimento para “concorrer sozinho nas eleições”.
As eleições locais de novembro renovarão os mandatos de prefeituras, câmaras municipais e juntas paroquiais. O pleito também definirá os integrantes do Conselho de Participação Cidadã e Controle Social.


