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Petro denuncia entrada de armas do Equador para atacar civis na Colômbia

Presidente colombiano afirma que explosivos usados no Cauca entraram pela fronteira com o Equador

Gustavo Petro (Foto: Chancelaria da Colômbia/YouTube/Vídeo)

247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que armas, munições e explosivos usados em ataques no departamento de Cauca entraram no país pela fronteira com o Equador. A denúncia ocorre após uma ofensiva na Rodovia Pan-Americana, perto de Cajibío, que deixou ao menos 20 mortos e mais de 30 feridos, segundo as informações atribuídas ao governo colombiano.

De acordo com a Telesur, Petro declarou no domingo (3), que o armamento empregado por grupos paramilitares no sudoeste colombiano tem origem equatoriana. A emissora informou que o presidente colombiano ordenou às Forças Armadas uma investigação sobre a procedência dos explosivos utilizados nos ataques recentes no Cauca.

A acusação eleva a tensão entre Bogotá e Quito em um momento de forte deterioração das relações bilaterais. Segundo Petro, a fronteira comum estaria sendo usada como rota de entrada de suprimentos destinados a grupos armados que atuam contra civis no território colombiano.

O governo colombiano atribui o ataque na Rodovia Pan-Americana a dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. A investigação determinada por Petro busca rastrear a origem dos explosivos usados na ação e confirmar a rota pela qual o material teria chegado ao departamento de Cauca.

Ataque no Cauca intensifica crise de segurança

A violência no Cauca tornou-se um dos principais focos de preocupação para o governo colombiano. A região, estratégica por sua localização e pela presença de grupos armados irregulares, vem sendo alvo de ataques que atingem diretamente a população civil.

Segundo o relato publicado pela Telesur, Petro apontou a existência de vínculos entre a organização criminosa Los Choneros e setores do poder político no Equador. O presidente colombiano afirmou que essas alianças teriam relação com o avanço do narcotráfico e com o aumento dos índices de homicídio no país vizinho.

O chefe de Estado também acusou a máfia equatoriana de tentar intensificar o conflito armado na Colômbia. Para Petro, essa escalada teria como objetivo interferir no ambiente político antes das eleições presidenciais marcadas para 31 de maio.

Petro denuncia tentativa de desestabilização política

Petro sustentou que a ofensiva militar e a entrada de armamentos no sudoeste colombiano fariam parte de uma estratégia para produzir caos e beneficiar a oposição de direita. Segundo o presidente, a escalada da violência teria relação direta com a disputa eleitoral em curso.

O mandatário também denunciou a sabotagem equatoriana ao programa voluntário de erradicação de cultivos ilícitos e aos esforços para avançar em um acordo de paz abrangente na Colômbia.

As investigações agora devem se concentrar na origem dos explosivos usados no Cauca e na possível conexão entre redes criminosas equatorianas e grupos armados que operam no território colombiano. A confirmação dessa rota pode ampliar ainda mais a crise entre Colômbia e Equador, já marcada por acusações cruzadas, tensão na fronteira e deterioração das relações comerciais.

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