HOME > América Latina

Petro reage às ameaças de Trump e convoca resistência popular na Colômbia

Presidente da Colômbia diz que cabe ao povo defender o governo e o país diante de ameaças externas

Donald Trump e Gustavo Petro (Foto: Reuters)

247 - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou considerar uma intervenção militar no país latino-americano uma “boa ideia”. Diante da declaração, feita no domingo (4), Petro convocou a população colombiana a se mobilizar e afirmou que, em caso de invasão estrangeira, o povo deve assumir o controle do poder em todos os municípios do país. As informações são do SBT News.

Segundo Trump, que não apresentou provas concretas em sua fala, a Colômbia seria governada por um “homem doente” que produziria cocaína para venda aos Estados Unidos, acrescentando que essa situação “não continuaria por muito tempo”. Petro respondeu diretamente às acusações e negou qualquer vínculo com atividades ilegais. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Tenho como único bem minha casa familiar, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que meu salário. Não sou ganancioso”, disse Petro nas redes sociais.

População como linha de defesa

O líder colombiano também destacou confiar na população como principal linha de defesa diante de uma possível agressão externa. “Tenho enorme confiança no meu povo e, por isso, pedi ao povo que defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele. A forma de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país. A ordem à força pública é não atirar no povo e sim no invasor”, declarou.

Petro também enfatizou sua autoridade constitucional como comandante supremo das Forças Militares da Colômbia e enviou um recado direto aos integrantes das forças de segurança. “Cada soldado da Colômbia tem, desde já, uma ordem: todo comandante da força pública que prefira a bandeira dos EUA à bandeira da Colômbia será imediatamente afastado da instituição por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública defender a soberania popular”, afirmou. “Confio no povo e na história da Colômbia. Confio no soldado que sabe que é filho de Bolívar e de sua bandeira tricolor”, completou.

Artigos Relacionados