Quase 90 pessoas detidas são libertadas na Venezuela, apontam ONGs
As solturas fazem parte de um processo gradual que vem sendo acompanhado por organizações da sociedade civil
247 - Pelo menos 87 pessoas detidas durante os protestos ocorridos após a reeleição de Nicolás Maduro na eleição presidencial de 2024 foram libertadas nesta quinta-feira (1º) na Venezuela. A informação foi divulgada por duas organizações não governamentais que acompanham a situação de presos por motivação considerada política. As solturas fazem parte de um processo gradual que vem sendo acompanhado por organizações da sociedade civil.
Segundo o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve), familiares passaram a relatar novas solturas ao longo do dia, especialmente envolvendo presos que estavam na penitenciária de Tocorón, no estado de Aragua, no norte do país.
De acordo com o Clippve, houve confirmação direta de libertações comunicadas por parentes dos detidos. Em nota divulgada pela entidade, foi registrado que, “na manhã deste 1º de janeiro, mães e familiares relataram novas libertações de presos políticos da prisão de Tocorón, no estado de Aragua (norte)”.
O contexto das prisões remonta aos atos registrados após o pleito presidencial de 2024, quando setores da oposição questionaram o resultado eleitoral. Em agosto do mesmo ano, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atendeu a uma solicitação do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e encaminhou à Corte Suprema as atas oficiais da eleição, em uma tentativa de responder às contestações judiciais apresentadas.
No fim de dezembro, durante as celebrações de Natal, o governo venezuelano anunciou a libertação de 99 pessoas presas nesse contexto. Mas organizações como o Foro Penal informaram que conseguiram confirmar apenas 61 desses casos até então, indicando divergências entre os números oficiais e os dados verificados de forma independente. Estima-se que mais de 700 pessoas ainda permanecem presas na Venezuela por motivos considerados políticos.



