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Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela

Presidente defende que ataques à América do Sul não sejam tolerados e condiciona reação à gravidade dos danos

Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (26/06/2023))

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repassou orientações a auxiliares próximos sobre como o Brasil deve se posicionar diante das ameaças do governo dos Estados Unidos de realizar ações militares contra a Venezuela. As diretrizes foram dadas durante as férias do chefe do Executivo no Rio de Janeiro e envolvem a defesa explícita da soberania dos países da América do Sul. No entendimento de Lula, investidas externas contra o continente sul-americano não podem ser tratadas como episódios aceitáveis nas relações internacionais. As informações são da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Diretrizes presidenciais em meio à tensão regional

As orientações foram confirmadas pelo ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Segundo ele, o posicionamento do governo brasileiro segue um princípio já conhecido, mas admite variações conforme a gravidade dos acontecimentos. “As instruções são as mesmas: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados. Mas o grau da reação depende dos fatos e dos danos humanos e materiais”, afirmou Amorim.

O papel do Brasil diante de ações externas

No entorno do presidente, a avaliação é de que o Brasil deve atuar com firmeza diplomática, preservando a estabilidade regional e evitando a escalada de conflitos. A orientação reforça o compromisso histórico da política externa brasileira com a solução pacífica de controvérsias e com o respeito à soberania dos países vizinhos.

Anúncio dos EUA e repercussão internacional

A preocupação do Planalto aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, no dia 29 de dezembro, a realização de uma primeira ação contra o território venezuelano. De acordo com a imprensa estadunidense, a operação teria sido conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA) e envolvido o uso de drones. Segundo essas publicações, o alvo teria sido um porto que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, seria utilizado por um grupo ligado ao tráfico de drogas.

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