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Requerimento por CPMI do Banco Master é protocolada no Congresso

Requerimento tem 181 deputados e 35 senadores e pede investigação de irregularidades financeiras

Logo do Banco Master na sede da empresa em São Paulo 18/11/2025 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - Um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar possíveis irregularidades e fraudes envolvendo o Banco Master foi protocolado nesta quinta-feira (30) no Congresso Nacional, com o apoio de 181 deputados e 35 senadores. A iniciativa, liderada pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), busca apurar suspeitas relacionadas à atuação da instituição financeira e seus impactos ao interesse público.

Segundo informações divulgadas pelas próprias parlamentares, o pedido foi formalizado após alcançar o número mínimo de assinaturas exigido. No documento apresentado à Mesa do Congresso, as deputadas detalham que a comissão pretende apurar a gestão financeira do banco, a concessão de crédito, operações suspeitas e eventuais descumprimentos de normas do sistema financeiro nacional.

Heloísa Helena afirmou que a criação da comissão é necessária diante das denúncias. “Como disse, em dezembro, quando protocolamos o pedido de criação da CPMI no Congresso Nacional, é nossa obrigação investigar a rede de promiscuidades diversas e repugnantes do caso Master, e cabe aqui a máxima do sertão: quem for podre, que se quebre”, declarou.

Fernanda Melchionna também defendeu a instalação da CPMI para aprofundar as investigações. “Nós queremos abrir a caixa-preta do apodrecido sistema financeiro, que tem tentáculos profundos na política brasileira. Queremos saber das relações de Daniel Vorcaro com os governadores Ibaneis Rocha e Claudio Castro, saber quem financiou o jatinho no qual Nikolas Ferreira viajou e saber tudo sobre as malas de dinheiro para a campanha de Bolsonaro. Esse escândalo que envolve toda a direita e extrema-direita não pode acabar em pizza”, disse.

Possíveis crimes e impacto no sistema financeiro

No requerimento, as deputadas apontam que a CPMI poderá apurar eventuais crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de ilícitos administrativos e regulatórios. O documento também menciona a possibilidade de prejuízos a servidores públicos e ao erário, incluindo impactos em fundos de previdência estaduais.

Ainda segundo o texto, a comissão deverá investigar não apenas as ações dos controladores do Banco Master, mas também possíveis conexões com agentes públicos, instituições reguladoras e operações com impacto sistêmico no mercado financeiro. O prazo previsto é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias, com composição proporcional entre deputados e senadores.

Críticas à derrubada de veto presidencial

Durante a mesma sessão no Congresso, a deputada Heloísa Helena também criticou a derrubada do veto do presidente ao Projeto de Lei da Dosimetria. Para ela, a decisão representa um retrocesso institucional. “É uma vergonha. Esses senhores do poder nunca fizeram nada pelos quase 300 mil presos pobres encarcerados sem julgamento e por pequenos delitos. Portanto, não têm moral para falar em dosimetria, pois é casuísmo, de quaisquer lados seria, uma desavergonhada excrescência legislativa”, afirmou.Um requerimento para criação de CPMI do Banco Master foi protocolado nesta quinta-feira (30) no Congresso Nacional, com apoio de 181 deputados e 35 senadores, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades financeiras e impactos ao interesse público. A iniciativa, liderada pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), busca aprofundar apurações sobre a atuação da instituição.

Segundo informações divulgadas pelas próprias parlamentares, o pedido foi formalizado após atingir o número mínimo de assinaturas exigido. No documento apresentado à Mesa do Congresso, as deputadas detalham que a comissão pretende investigar a gestão financeira do banco, concessão de crédito, operações suspeitas e eventuais descumprimentos de normas do sistema financeiro nacional.

Heloísa Helena afirmou que a criação da comissão é uma obrigação diante das denúncias. “Como disse, em dezembro, quando protocolamos o pedido de criação da CPMI no Congresso Nacional, é nossa obrigação investigar a rede de promiscuidades diversas e repugnantes do caso Master, e cabe aqui a máxima do sertão: quem for podre, que se quebre”, declarou.

Já Fernanda Melchionna defendeu a necessidade de ampliar as investigações sobre o caso. “Nós queremos abrir a caixa-preta do apodrecido sistema financeiro, que tem tentáculos profundos na política brasileira. Queremos saber das relações de Daniel Vorcaro com os governadores Ibaneis Rocha e Claudio Castro, saber quem financiou o jatinho no qual Nikolas Ferreira viajou e saber tudo sobre as malas de dinheiro para a campanha de Bolsonaro. Esse escândalo que envolve toda a direita e extrema-direita não pode acabar em pizza”, disse.

Possíveis crimes e impacto no sistema financeiro

No requerimento, as deputadas apontam que a CPMI poderá apurar eventuais crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de ilícitos administrativos e regulatórios. O documento também menciona a possibilidade de prejuízos a servidores públicos e ao erário, incluindo impactos em fundos de previdência estaduais.

Ainda segundo o texto, a comissão deverá investigar não apenas as ações dos controladores do Banco Master, mas também possíveis conexões com agentes públicos e instituições reguladoras, além de operações com impacto sistêmico no mercado financeiro. O prazo previsto é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias, com composição proporcional entre deputados e senadores.

Críticas à derrubada de veto presidencial

Durante a mesma sessão no Congresso, a deputada Heloísa Helena também criticou a derrubada do veto do presidente ao Projeto de Lei da Dosimetria. Para ela, a decisão representa um retrocesso institucional. “É uma vergonha. Esses senhores do poder nunca fizeram nada pelos quase 300 mil presos pobres encarcerados sem julgamento e por pequenos delitos. Portanto, não têm moral para falar em dosimetria, pois é casuísmo, de quaisquer lados seria, uma desavergonhada excrescência legislativa”, afirmou.

O projeto, aprovado anteriormente pelo Congresso, havia sido vetado sob a justificativa de inconstitucionalidade, mas a derrubada do veto abre espaço para mudanças nas penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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