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Roberto Sánchez pede calma durante apuração no Peru

Candidato progressista afirma que Juntos pelo Peru respeitará os resultados oficiais

Roberto Sanchez (Foto: REUTERS/Angela Ponce)
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247 - O candidato progressista à Presidência peruana,Roberto Sánchez, pede calma durante a apuração no Peru e afirma que seu partido Juntos pelo Peru respeitará os resultados oficiais, em meio à disputa acirrada do segundo turno presidencial contra Keiko Fujimori. As informações são da TeleSUR.

O candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, fez um pronunciamento neste domingo, 7, enquanto avançava a contagem dos votos no segundo turno das eleições peruanas. Segundo a TeleSUR, Sánchez pediu que seus apoiadores aguardem com serenidade a apuração completa realizada pela ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), órgão responsável pela contagem oficial.

Diante de uma multidão reunida nas proximidades da Praça San Martín, em Lima, Sánchez afirmou que o momento exige unidade política e defesa da democracia. "Este é o momento para um grande consenso entre patriotas, democratas e aqueles de nós que estão convencidos de que o único inimigo da pátria é a corrupção", declarou o candidato, da sacada de um imóvel na capital peruana.

A fala ocorreu em um ambiente de forte tensão política, com apoiadores do Juntos pelo Peru entoando palavras de ordem como "democracia, sim; ditadura, não". O ato reuniu simpatizantes que aguardavam os números finais em clima de expectativa, cautela e mobilização.

As primeiras apurações divulgadas por institutos de pesquisa indicavam uma disputa praticamente empatada, com leve vantagem para Sánchez. A Ipsos apontou 50,3% dos votos para o candidato de esquerda, contra 49,7% para Keiko Fujimori. Já a Datum registrou 50,14% para Sánchez e 49,86% para Fujimori.

Apesar desses levantamentos não oficiais, os dados preliminares da ONPE mostravam cenário distinto. Com 63,011% das urnas apuradas, Fujimori aparecia com 52,684% dos votos, enquanto Sánchez registrava 47,316%. A diferença entre as projeções privadas e a contagem oficial aumentou a expectativa em torno da conclusão do processo eleitoral.

Mesmo diante da divergência entre as pesquisas rápidas e os dados oficiais parciais, Sánchez defendeu que o resultado seja definido apenas pela apuração formal do Estado peruano. "Há uma vantagem significativa", reconheceu o candidato, ao comentar os números divulgados por institutos não oficiais, mas reforçou que sua campanha aguardará a contagem completa dentro dos procedimentos legais.

O líder do Juntos pelo Peru também ressaltou que a legitimidade do processo democrático depende da verificação realizada pela ONPE. Segundo ele, sua força política respeitará integralmente os resultados oficiais, qualquer que seja o desfecho da eleição presidencial.

"Nosso compromisso com as instituições do país é inabalável", afirmou Sánchez, ao destacar que a fiscalização do partido entraria em uma etapa decisiva após o encerramento da votação.

De acordo com o candidato, representantes credenciados do Juntos pelo Peru acompanharão a contagem física das atas de votação nos centros oficiais de apuração. O objetivo, segundo ele, é garantir que a vontade expressa nas urnas seja reconhecida em condições de plena transparência técnica pela ONPE.

Sánchez também adotou um tom crítico ao se referir à situação institucional do Peru. Ele acusou a existência de um "pacto mafioso que tomou o controle" das instituições nacionais e afirmou que seu movimento político "recuperará o governo para o povo".

As declarações refletem o clima de polarização que marcou o dia eleitoral no Peru. Embora a votação tenha transcorrido sem grandes incidentes, a tensão política ficou evidente nas ruas e nas redes sociais, especialmente diante do equilíbrio entre os dois candidatos.

Na Praça San Martín, apoiadores de Sánchez permaneceram reunidos à espera da conclusão da apuração. A mobilização combinou expectativa pela possibilidade de vitória, defesa do voto e apelo à transparência no processo eleitoral.

O desfecho da eleição dependerá da totalização oficial da ONPE. Até a conclusão da contagem, Sánchez e o Juntos por el Perú afirmam que manterão a fiscalização das atas e aguardarão o resultado formal do segundo turno presidencial.

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