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Sheinbaum diz que extrema direita dos EUA atua contra o governo do México

"Acredito que são setores da extrema direita nos Estados Unidos que querem uma má relação com o México", declarou a presidente

Claudia Sheinbaum (Foto: REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha)
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247 - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que grupos da extrema direita dos Estados Unidos estariam articulados com organizações mexicanas para atacar seu governo. Segundo a agência Reuters, a manifestação ocorreu após um ato realizado no fim de semana, quando a mandatária acusou agências governamentais e interesses empresariais estadunidenses de interferirem em assuntos internos do país latino-americano.

Durante entrevista coletiva, a presidente afirmou: "Acredito que são setores da extrema direita nos Estados Unidos que querem uma má relação com o México" por causa de diferenças "ideológicas". Apesar das críticas, Sheinbaum declarou não acreditar que as ações estejam sendo coordenadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Relação bilateral sob tensão

As relações entre México e Estados Unidos enfrentam um período de atritos desde o início do segundo mandato de Trump. As divergências envolvem principalmente tarifas comerciais e políticas migratórias.

O ambiente de tensão se agravou em abril, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou dez autoridades mexicanas por supostos vínculos com o narcotráfico. Entre os acusados está Rubén Rocha, governador do estado de Sinaloa e integrante do partido governista Morena.

Após as denúncias contra políticos ligados ao Morena, Sheinbaum passou a intensificar os discursos em defesa da soberania nacional. No domingo (31), durante um evento que marcou o segundo aniversário de sua vitória presidencial de 2024, a presidente questionou: "Quem decide no México, agências estrangeiras ou o povo?". Em seguida, acrescentou: "Vamos defender a soberania e a independência do México".

Na semana passada, o Congresso mexicano aprovou uma emenda constitucional que permite a anulação de eleições em casos de "interferência estrangeira". Mesmo diante das tensões diplomáticas, Sheinbaum mantém índices elevados de aprovação interna.

Pesquisa divulgada pelo jornal El Financiero apontou que a presidente alcançou 69% de aprovação popular, revertendo uma leve queda observada desde março.

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