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Sheinbaum vem ao Brasil para selar aliança estratégica entre Pemex e Petrobras

Acordo será firmado em encontro da líder mexicana com o presidente Lula

Honduras - 09/04/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro bilateral com presidentaedo México, Claudia Sheinbaum (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que fará uma viagem ao Brasil para formalizar um acordo estratégico entre a estatal mexicana Petróleos Mexicanos (Pemex) e a brasileira Petrobras. O entendimento será firmado em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem como objetivo ampliar a cooperação técnica e científica entre as duas companhias estatais de energia. As informações são da TeleSur.

Segundo Sheinbaum, a parceria prioriza áreas estratégicas, como exploração de petróleo em águas profundas e desenvolvimento de biocombustíveis, incluindo biodiesel. A proposta busca integrar capacidades tecnológicas dos dois países. A iniciativa ocorre após visita ao México da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin (PSB).

O encontro serviu para estruturar as bases de cooperação entre as estatais. De acordo com o governo mexicano, o acordo também abre espaço para projetos conjuntos em setores como energia, agricultura e saúde, com foco em colaboração técnica e científica.

Exploração em águas profundas

A proposta de parceria foi apresentada por Lula a Sheinbaum e inclui a possibilidade de atuação conjunta em exploração de petróleo em águas profundas, com operações que podem ultrapassar 2.500 metros no Golfo do México.

A experiência da Petrobras em exploração no pré-sal foi apontada como referência para viabilizar o intercâmbio tecnológico entre as empresas, com potencial de ampliar a capacidade produtiva e operacional.

Integração energética regional

O acordo também é apresentado como parte de uma estratégia de fortalecimento das empresas estatais e da integração regional na América Latina. A cooperação energética é tratada como eixo central dessa aproximação.

O movimento ocorre em um cenário de instabilidade no mercado global e tensões comerciais relacionadas à política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo os governos, a parceria busca ampliar a autonomia energética e promover inovação tecnológica, com base em projetos conjuntos entre as duas maiores petrolíferas da região.

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