"Trump é o novo Hitler do mundo", diz Evo Morales
Ex-presidente da Bolívia acusa EUA de genocídio, violação do direito internacional e pede julgamento na Corte Penal Internacional
247 - O ex-presidente da Bolívia Evo Morales fez neste sábado (3) uma das mais duras críticas internacionais à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, ao comparar o presidente norte-americano, Donald Trump, a Adolf Hitler e denunciar o que classificou como uma política global de violência, saque de recursos naturais e destruição de países soberanos.
A manifestação foi divulgada em uma postagem na qual Morales reage à agressão norte-americana contra a Venezuela e ao anúncio do sequestro do presidente Nicolás Maduro. O ex-mandatário boliviano atribui a escalada militar a interesses econômicos e a uma estratégia de criminalização de povos e lideranças que se opõem ao imperialismo.
“Trump é o novo Hitler do mundo. Com a força das armas, a ambição por recursos naturais, o ódio, a difamação e a criminalização de povos e líderes anti-imperialistas, invade, mata e assalta países impunemente, diante do silêncio cúmplice de muitos”, afirmou Evo Morales.
Na mensagem, o ex-presidente boliviano também direciona críticas à sociedade norte-americana, ao destacar os impactos internos da política externa dos Estados Unidos. “Os cidadãos norte-americanos deveriam ser os primeiros a levá-lo ao banco dos réus por desperdiçar bilhões de dólares de seus impostos, privando-os de saúde, educação, bem-estar social e econômico”, declarou.
Morales defende ainda uma resposta coordenada da comunidade internacional diante das ações militares de Washington. “Os países do mundo devem se unir para levar Trump e seus aliados à Corte Penal Internacional por tantos genocídios em vários países, cometidos com violação da soberania das nações e do direito internacional”, escreveu.
Ao final da manifestação, o líder indígena faz um apelo contundente contra o que considera a normalização da violência global. “Basta de silêncio e de cumplicidade diante do novo Hitler que busca eliminar milhões de seres humanos”, concluiu Evo Morales.
As declarações se somam a uma série de manifestações de líderes políticos latino-americanos e internacionais que têm condenado a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, alertando para o risco de uma escalada militar com consequências imprevisíveis para a estabilidade regional e para a ordem internacional.



