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Venezuela agradece a Lula e ao povo brasileiro por apoio após ataque dos EUA

Segundo o chanceler Yván Gil, 'a Venezuela enfrenta, por via diplomática, essa agressão dos EUA e é fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz'

Yván Gil, ministro das Relações Exteriores da Venezuela (Foto: Telesur/MRE Venezuela)

247 - O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, afirmou nesta sexta-feira (9) que agradeceu “de maneira especial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo do Brasil pelo acompanhamento e pelo apoio prestados à Venezuela nos momentos mais críticos após a agressão sofrida”.

“Reafirmei que a Venezuela continuará enfrentando essa agressão por via diplomática, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz, como único caminho para a defesa da nossa soberania e a preservação da paz”, destacou o chanceler. 

Leia o comunicado na íntegra:

Mantive conversas com o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; com o presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro; e com o presidente do Governo do Reino da Espanha, Pedro Sánchez, no contexto da grave agressão criminosa, ilegal e ilegítima perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela.

Durante esses intercâmbios, informei detalhadamente sobre os ataques armados contra o nosso território, que ocasionaram a morte de mais de uma centena de civis e militares, bem como sobre as graves violações ao Direito Internacional, incluindo a violação da imunidade pessoal do presidente constitucional da República, Nicolás Maduro Moros, e da primeira-dama e primeira combatente, Cilia Flores.

Da mesma forma, concordamos sobre a necessidade de avançar em uma ampla agenda de cooperação bilateral, com base no respeito ao Direito Internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo entre os povos.

Agradeci de maneira especial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo do Brasil pelo acompanhamento e pelo apoio prestados à Venezuela nos momentos mais críticos após a agressão sofrida.

Com o presidente Gustavo Petro, reafirmei que Colômbia e Venezuela são países irmãos, comprometidos em avançar juntos para enfrentar e resolver os problemas que nos afetam em comum, com base no respeito mútuo e na cooperação regional.

Ao conversar com o presidente Pedro Sánchez, agradeci a postura do Governo da Espanha ao condenar a agressão contra a Venezuela e manifestei nosso interesse em trabalhar conjuntamente em uma ampla agenda bilateral, benéfica para ambos os povos e governos.

Reafirmei que a Venezuela continuará enfrentando essa agressão por via diplomática, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana de Paz, como único caminho para a defesa da nossa soberania e a preservação da paz.

Contexto

Os Estados Unidos realizaram no dia 2 o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo do presidente Donald Trump justificou a ação com a alegação de combate ao narcotráfico, enquanto o interesse norte-americano recai sobre as reservas de petróleo venezuelanas, estimadas em mais de 300 bilhões de barris. Esse volume corresponde a aproximadamente 17% das reservas comprovadas de petróleo em nível mundial.

Após o episódio, manifestantes de diversos países promoveram protestos e atos de solidariedade à Venezuela. As mobilizações ocorreram em capitais da América Latina, além de cidades da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos. A Organização das Nações Unidas (ONU) também emitiu um alerta sobre a gravidade da interferência dos Estados Unidos em território venezuelano.

Além do interesse nos recursos energéticos, os Estados Unidos buscam conter o aprofundamento das relações da América Latina com a China e com o BRICS. O grupo reúne países que articulam uma frente de contestação à hegemonia dos Estados Unidos na política internacional e defendem iniciativas como a criação de uma moeda comum entre os membros, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar nas transações globais.

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