Venezuela cria comissão especial para libertação de Maduro
Órgão será liderado por Jorge Rodríguez e busca libertar o presidente venezuelano e Cilia Flores após agressões norte-americanas e prisão em Nova York
247 - O governo da Venezuela anunciou a criação de uma comissão especial de alto nível para atuar pela libertação do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que, segundo Caracas, foram sequestrados durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra o país. A medida ocorre em meio à escalada de tensões após ataques aéreos que atingiram Caracas e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua. As informações são da RT.
De acordo com o ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Freddy Ñáñez, a comissão foi instituída por Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente encarregada após decisão do Tribunal Supremo de Justicia, enquanto Maduro permanece detido.
O organismo será presidido por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e contará ainda com a participação do chanceler Yván Gil, da vice-ministra para a Comunicação Internacional, Camilla Fabri, além do próprio Freddy Ñáñez. O objetivo central do grupo é articular ações políticas, jurídicas e diplomáticas para garantir a libertação do chefe de Estado venezuelano e de sua esposa.
Segundo o governo venezuelano, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças militares dos Estados Unidos e transferidos para Nova York. O casal deu entrada no Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, uma prisão federal conhecida por abrigar detentos de grande repercussão internacional.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que Maduro e Flores “em breve enfrentarão a ira da Justiça norte-americana em solo norte-americano e em tribunais norte-americanos”. A afirmação reforçou a posição de Washington, que passou a justificar a operação como parte de sua política externa em relação à Venezuela.
Após os bombardeios em larga escala, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington passaria a conduzir a política venezuelana até que a Casa Branca considere possível “fazer uma transição segura”. “Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela”, declarou.
Em resposta, o governo da Venezuela classificou as ações norte-americanas como uma “gravíssima agressão militar”. Em comunicado oficial, Caracas advertiu que o objetivo da ofensiva “não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação”.



