A homenagem a Lula e a guerra contra o STF
Os ataques a dois ministros do STF pela esquerda foram ainda mais burros do que as autoproclamadas "jornadas de junho de 2013", diz Eduardo Guimarães
O que tem a ver a guerra encarniçada contra a maioria do STF com o bombardeio surreal contra homenagem a um líder respeitado em todo o mundo e até pelo extremista de direita que governa os EUA?
Por mais que tenha me esforçado para tentar evitar que setores da esquerda que pouco entendem a direita troglodita, que quase destruiu o país, fizessem besteira, era óbvio que eu fracassaria -- muitos, melhores do que eu, já haviam fracassado.
Os ataques a dois ministros do STF pela esquerda foram ainda mais burros do que as autoproclamadas "jornadas de junho de 2013". Isso porque só estando fortemente dopado para já ter esquecido - ou nunca jamais entendido - o quanto o Tribunal ajudou o Brasil ao desbaratar a orcrim golpista de Jair Bolsonaro.
O Supremo ia resistir por Dias Toffoli para não abrir precedente tão perigoso, mas se viu cercado pela esquerda e pela direita.
Ministros reclamaram, viram na esquerda falta de reconhecimento pela luta com alto preço que figuras como Alexandre de Moraes pagaram para nos salvar de uma ditadura de extração nazista que Bolsonaro e seus asseclas planejavam impor ao país.
E por que atacaram? Simples: tentarão arrancar a inelegibilidade de Lula da maioria de direita que assumirá o TSE no segundo semestre - Nunes Marques e Terrivelmente Evangélico à frente.
Com um STF nocauteado e ressentido com a esquerda, a fraude do TSE sobreviverá. E tome ditadura, que será implantada sem qualquer resistência dos únicos que poderiam salvar a democracia de novo.
É simples assim.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



