A morte de Larijani e a política de assassinatos seletivos
"As consequências, para os próprios israelenses, serão cada vez menos otimistas e transformarão o Estado de Israel em um Estado Policial"
Com a morte de Ali Larijani, Israel dá prosseguimento à sua política de décadas de "assassinatos seletivos", visando decapitar organizações, entidades e estados que são opositores da Ocupação e da destruição do Estado Livre da Palestina.
Contudo, tal política — praticada na Palestina e em outros países — não eliminou a resistência e as ameaças contra israelenses e judeus no mundo inteiro, após a morte de lideranças da OLP, do Fatah, do Hamas, do Hezbollah e de Estados oponentes, como o Irã.
Assim, Israel alega "não ter com quem negociar!". O resultado prático, com a eliminação de lideranças históricas — para além da questão ética de tal política —, é a ascensão de quadros cada vez mais jovens, menos capazes de manejar complexas negociações diplomáticas e com formação política de tipo islâmico, menos propensos a um processo de paz.
Imaginemos o caso fictício de os Estados Unidos terem assassinado Ho Chi Minh ou Kruschov. As consequências, para os próprios israelenses, serão cada vez menos otimistas e transformarão o Estado de Israel em um Estado Policial.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



