Carta de Luiz ao verdadeiro povo brasileiro
Compromisso direto com o povo, a democracia e a soberania nacional
Meus amigos e minhas amigas,
Hoje escrevo não aos que sempre tiveram lugar à mesa do poder, nem aos que, de longe, costumam decidir os caminhos do país como quem move peças sobre um tabuleiro. Escrevo a vocês — ao povo de verdade. Àqueles que acordam antes do sol, que enfrentam a vida com coragem, que sustentam suas famílias com dignidade e fazem o Brasil existir todos os dias, mesmo quando ninguém está olhando. Aos que trabalham e empreendem.
Escrevo como quem escreve a um velho amigo, como quem se senta à mesa da cozinha e, tomando uma xícara de café, fala olhando nos olhos. Porque é com vocês que aprendi a caminhar; foi entre vocês que entendi o valor da palavra e do compromisso.
Se no passado foi preciso dialogar com os mercados para garantir estabilidade, hoje meu compromisso é direto, simples e inegociável: é com o povo brasileiro. É com a vida concreta de cada um e de cada uma de vocês.
Assumo, diante de todos, a defesa permanente da democracia. Não como um conceito distante, mas como o direito de cada brasileiro viver em paz, trabalhar, sonhar e escolher o seu próprio destino. A democracia não é moeda de troca, não se negocia, não se curva. E não haverá hesitação diante de qualquer tentativa de ruptura.
Assumo também a defesa da soberania nacional. O Brasil não está à venda — nunca esteve e nunca estará. Nosso território, nossas riquezas, nossas terras, nossa gente — tudo isso tem valor que não se mede em cifras, mas em história, em pertencimento, em futuro.
Mas não falo apenas de grandes ideias. Falo da vida como ela é. O Brasil voltou a crescer com responsabilidade, e isso precisa chegar da porta para dentro de cada família, de cada pequeno comércio, de cada pequena propriedade rural, no suor de quem trabalha.
E é aqui que faço um compromisso especial com as famílias da agricultura familiar — aquelas que cultivam a terra com as próprias mãos, que alimentam este país de norte a sul, que resistem às dificuldades e seguem produzindo com dignidade. Vocês não estão sozinhos. Vamos fortalecer o crédito, garantir mercado, ampliar oportunidades e valorizar quem planta o alimento que chega à mesa do povo brasileiro.
Eu sigo também como sempre fui: um caixeiro-viajante deste Brasil imenso. Rodando estradas, cruzando oceanos, singrando os ares, abrindo portas e mercados para que nossos produtos cheguem mais longe, para que o mundo conheça a força do que produzimos aqui. Cada novo mercado aberto é mais renda, mais dignidade e mais futuro para o nosso povo.
À juventude, especialmente à geração que cresce em meio a tantas transformações, digo com sinceridade: o Brasil que estamos construindo é um país onde será possível viver com propósito. Um país que respeita a saúde mental, valoriza a criatividade, protege o meio ambiente e reconhece novas formas de trabalho e de sonhar.
Aos trabalhadores e às trabalhadoras, reafirmo: dignidade não pode ser privilégio. Vamos avançar para garantir mobilidade, acesso e oportunidades, porque o direito de ir e vir também é o direito de viver melhor. A tarifa zero será realidade.
Às mulheres brasileiras, deixo um compromisso firme: nenhuma forma de violência será tolerada. O Estado estará presente, forte e atuante, protegendo, acolhendo e garantindo justiça.
No combate ao crime, seremos firmes — mas também inteligentes. Não basta prender; é preciso desmontar as estruturas, cortar o dinheiro, sufocar e enfraquecer quem lucra com a violência.
E ao povo negro e aos indígenas deste país, renovo meu compromisso: essa história não será esquecida. A dívida existe, e ela será enfrentada com políticas reais, com respeito e com ação.
Quero dizer também algo que sempre guiou minha vida: respeito à fé de cada um. Este é um país de muitas crenças, de muitas formas de ver o mundo — e todas merecem respeito. Sempre agi assim, e assim continuarei. Porque a fé, seja qual for, é parte da dignidade humana.
Nada disso são promessas vazias. São compromissos de quem conhece o Brasil de perto, de quem já caminhou muito e ainda tem estrada pela frente.
Porque o verdadeiro Brasil não está nos gabinetes silenciosos, nem nos números frios dos relatórios.
O verdadeiro Brasil está em vocês.
É por vocês que sigo.
É com vocês que continuo caminhando.
Com respeito, com lealdade e com esperança,
Do sempre amigo,
Luiz
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



