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Lula defende acordo com os Estados Unidos para combater o crime organizado

Parceria prevê troca de dados em tempo real e ações conjuntas contra tráfico internacional de armas e drogas

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (10), a cooperação entre Brasil e Estados Unidos para intensificar o combate ao crime organizado, com foco no tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa envolve o compartilhamento em tempo real de informações e a atuação coordenada entre autoridades dos dois países, ampliando o monitoramento de cargas e fluxos ilícitos.

O acordo prevê maior integração entre os sistemas de controle e fiscalização, com troca de dados estratégicos para enfrentar crimes transnacionais e reforçar a atuação conjunta na interceptação de cargas ilegais.

Em publicação nas redes sociais, Lula destacou o caráter da cooperação e seus objetivos. “Brasil e Estados Unidos firmaram hoje cooperação inédita entre a Receita Federal e a aduana americana. Vamos intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas com ações concretas”, afirmou.

O presidente também ressaltou os mecanismos operacionais previstos na parceria. “A parceria prevê compartilhamento de dados em tempo real, rastreamento rigoroso de cargas e atuação conjunta para interceptar remessas ilícitas”, escreveu.

Segundo Lula, o enfrentamento ao crime organizado exige articulação internacional. “É com cooperação internacional, responsabilidade compartilhada e atuação coordenada que conseguiremos enfrentar crimes que atravessam fronteiras e proteger a nossa população”, declarou.

Entenda o acordo

O acordo firmado entre a Receita Federal e a agência de fronteira dos Estados Unidos prevê o compartilhamento em tempo real de informações sobre envios de armas e materiais sensíveis entre os dois países. A cooperação inclui a troca de dados sobre entradas e saídas dessas cargas, permitindo maior capacidade de rastreamento e interceptação de remessas ilícitas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o avanço nas negociações ocorreu após conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista a jornalistas, ele destacou o alcance inicial da medida. “É o primeiro passo relevante depois de conversa entre Lula e Trump para cooperar no combate ao crime organizado... O plano é que possamos, a partir desse passo, avançar em outras frentes na cooperação com os Estados Unidos”, disse.

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