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Leopoldo Vieira

Jornalista profissional, pós-graduado em Administração Pública e Ciência Política. CEO da Idealpolitik. Trabalhou como analista sênior de política na Faria Lima (TradersClub) e nos ministérios do Planejamento, Secretaria de Governo e Relações Institucionais nos governos Dilma Rousseff e Lula.

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Com maior rejeição, Flávio bloqueia ascensão do centro, sugere Quaest

Pesquisa aponta que Flávio bloqueia a ascensão de um nome centrista ao segundo turno, anulando o potencial da (nem tão) baixa rejeição de Tarcísio e Ratinho

Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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Uma candidatura presidencial de centro teria baixa competitividade e, portanto, pouca viabilidade em 2026, em razão da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira.

No levantamento de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece como segundo colocado (23%), com cerca de dez pontos de vantagem tanto sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (10%), quanto sobre o do Paraná, Ratinho Jr. (13%) — o que sugere, no retrato atual, que o clã Bolsonaro lidera a oposição nos campos do centro e da direita ao Palácio do Planalto.

No segundo turno, não foi divulgado cenário com Ratinho Jr., enquanto Lula, por dez pontos, vence Flávio (46% a 36%) e Tarcísio (45% a 35%), indicando que o voto oposicionista tende a se unificar contra a recondução do presidente.

Todavia, se Flávio se destaca como o opositor mais competitivo no primeiro turno, ele também apresenta a maior rejeição (55%), à frente inclusive de Lula (51%). Já Tarcísio registra 39%, e Ratinho, 36%. Esses dados foram antecipados pelo jornalista Esmael Morais, colunista do Brasil 247.

Dessa forma, a pesquisa aponta que Flávio bloqueia a ascensão de um nome centrista ao segundo turno, anulando o potencial da (nem tão) baixa rejeição de Tarcísio e Ratinho para impor um revés ao presidente. Além disso, a expressividade do eleitorado fiel do clã Bolsonaro, como se viu na pandemia de Covid-19, desestimula apostas em uma ultrapassagem fácil do senador por parte dos dois governadores.

Assim, o levantamento indica que há pouca chance de um “risco Flávio” se converter em um “rali Flávio”, tornando mais factíveis as visões da Faria Lima e do Centrão que consideram o senador um candidato mais frágil diante de Lula.

Essa avaliação, contudo, depende do endosso de outros levantamentos previstos para os próximos dias, sempre sob a premissa de que pesquisas refletem o momento político. No aspecto central, este segue marcado pelo favoritismo do presidente Lula.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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