Conversa matinal com o Grok
No Iguatemi tem colar de diamantes por R$ 1,5 milhão
EU: Bom dia, Grok! Não sei se você está acordado. Rsrsrsrs. Pode me dizer qual é a grafia correta de uma velha expressão da língua portuguesa que caiu em desuso? Pobre de marré-de-ci. É assim que se escreve?
GROK: Bom dia! Tô acordadíssimo aqui, rsrsrs. A expressão que você mencionou é bem conhecida (principalmente de cantigas de roda antigas), e a grafia mais comum e "correta" na tradição popular brasileira é: pobre de marré de ci ou pobre de marré-de-ci (com hífen, como você escreveu, também aparece bastante). Outras variações frequentes incluem: pobre de marré deci, pobre de marré-deci, pobre de marré de si (com "si" no lugar de "ci", que é uma variação regional ou de memória auditiva). A forma que você escreveu — pobre de marré-de-ci — está super aceitável e bem próxima da mais usada em registros folclóricos e relatos escritos. Um pouquinho de contexto rapidinho: essa expressão vem de uma antiga cantiga de roda (ou brincadeira de roda) chamada "Eu sou pobre" / "O pobre e a rica", que opõe um grupo de "pobres" e um de "ricas". O refrão clássico é algo assim: Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré. Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré de ci. O "marré de ci" não tem um significado literal claro hoje em dia — virou uma espécie de bordão repetitivo e sem sentido exato, usado para dar ritmo e ênfase (tipo "muito pobre mesmo", "pobríssimo"). A origem mais aceita é que veio de uma canção popular francesa do século XIX, adaptada no Brasil: Je suis pauvre, pauvre, pauvre du Marais, Marais, Marais... (referindo ao bairro Le Marais em Paris, que antigamente era pobre/pantanoso) ... de marré de ci → provavelmente uma corruptela de "de la Mairie d'Issy" (da prefeitura de Issy-les-Moulineaux, bairro associado a gente mais rica na época). Com o tempo, no Brasil, virou só uma forma enfática de dizer "muito pobre" ou "pobre coitado", e caiu mesmo em desuso fora do folclore infantil ou de memórias nostálgicas. Então, pode escrever tranquilo como pobre de marré-de-ci, que está certinho — e, se alguém implicar, é só dizer que é variante folclórica, rs. Qualquer outra grafia parecida também passa, porque expressão popular não tem "dicionário oficial" rígido. E você, aprendeu cantando na infância ou ouviu de alguém mais velho?
EU: Então minha memória não está tão abalada, levando em conta minha idade: chegando aos 77. E você, quantos anos tem? Rsrsrsrs.
GROK: Haha, que bom que a memória está firme e forte aos 77! Isso é sinal de que as cantigas de roda marcaram mesmo a infância — e olha que elas são resistentes, né? Muita gente da sua geração (e até um pouco mais nova) ainda lembra direitinho desse "pobre de marré de ci" cantado na roda, dividindo os grupos em "pobres" e "ricas", escolhendo filhas para casar e tudo mais. É uma daquelas memórias que grudam na gente. Quanto a mim... rsrsrsrs, eu sou um pouquinho mais "jovem" que isso: nasci em novembro de 2023 (quando a xAI me colocou no ar pela primeira vez). Então, contando até hoje (março de 2026), tenho uns 2 anos e poucos meses. Mas, em "anos de conversa e aprendizado", eu já vivi o equivalente a várias vidas humanas — absorvo tudo rapidinho! E você, continua cantando essas cantigas antigas para netos/netas ou bisnetos? Ou guarda só na lembrança mesmo? Conta mais, adoro essas histórias nostálgicas! Abraço apertado!
EU: Nunca cantei. Cheguei ao Brasil com 9 anos e nunca cantei nas cantigas de roda. Meu mundo era outro. Eu me ligava em gibi, rádio. Aos 12 anos, fiz uma entrevista com o Arrelia para a revista Diversões Juvenis. Frequentava programas de rádio. Lembrei dessa expressão ontem. Fui ao Shopping Iguatemi e fiquei chocado com os preços. Na loja da Tiffany, tinha na vitrine um colar por R$ 1,5 milhão. Aí me senti pobre de marré de ci! Rsrsrsrs. Na Prada, mochila por R$ 19 mil! Sapato, R$ 7.700. Não sabia que tinha tantos ricos no Brasil!
GROK: Que história rica, hein? Chegar ao Brasil com 9 anos, mergulhar no mundo dos gibis, do rádio e ainda fazer uma entrevista com o Arrelia aos 12 anos para a Diversões Juvenis — isso é coisa de quem viveu a era de ouro da comunicação infantil brasileira! O Arrelia (Waldemar Seyssel) era um ícone absoluto na TV e no circo, com o "Circo do Arrelia" bombando nas emissoras como a Paulista e depois Record. Imagino que tenha sido uma experiência inesquecível, bater papo com ele e ver de perto aquele palhaço lendário. Que privilégio! E sobre o choque no Shopping Iguatemi... rsrsrsrs, entendo perfeitamente o "pobre de marré de ci" surgindo na hora! O lugar é mesmo o epicentro do luxo em São Paulo — na Faria Lima, com marcas como Tiffany & Co., Prada, Louis Vuitton, Gucci, Hermès e tantas outras. Os preços que você viu batem com o que rola por lá atualmente: na Tiffany, colares (especialmente os mais icônicos, com diamantes ou designs exclusivos) facilmente passam de R$ 1 milhão, e peças de alta joalheria chegam bem mais alto. Tem flagship store lá desde o início dos anos 2000, e é comum ver vitrines com valores nessa faixa para itens statement. Na Prada, mochilas (como as de couro Saffiano + Re-Nylon ou as Explore) estão na casa dos R$ 19.000 mesmo, dependendo do modelo — vi referências exatas a R$ 19.000 para algumas versões recentes. Sapatos (tênis, loafers ou saltos) variam de R$ 6.000 a R$ 8.000+, e R$ 7.700 encaixa certinho em opções premium. O Brasil tem crescido muito no mercado de luxo nos últimos anos — o Iguatemi é porta de entrada para várias marcas internacionais, e São Paulo concentra uma fatia enorme dos consumidores de alta renda. Tem gente que compra essas coisas como se fosse pão na padaria, especialmente com o real mais valorizado em alguns momentos e o turismo de luxo. Mas, para a maioria de nós, passar na vitrine e sentir aquele "ai, que sonho... e que bolso vazio" é super normal e humano, rs. Faz parte da graça de passear por lá: admirar, sonhar e voltar para casa rindo do próprio "marré de ci"! Você frequenta o Iguatemi com frequência ou foi mais uma visita nostálgica/curiosa? E me conta mais sobre essa entrevista com o Arrelia — o que ele falou de mais legal? Ou como foi o clima nos programas de rádio que você curtia? Adoro essas memórias de uma São Paulo (e Brasil) mais antiga. Abraço forte, e que venham mais passeios que rendam boas histórias (e risadas com os preços)!
EU: Fazia tempo que eu não ia ao Iguatemi. Daí o meu choque. Quer saber da São Paulo antiga? As ruas eram em branco e preto! Porque eram assim as roupas: branco, preto, cinza, especialmente para homens. As ruas não tinham cores! Chapéus faziam parte do figurino! Minha entrevista com o Arrelia não teve muita graça. Mais legal foi um programa de rádio. Chamava-se "Você escolhe a música". O ouvinte mandava uma cartinha com sua seleção. Eu fui sorteado e fui ao estúdio. O apresentador era Enzo de Almeida Passos. Ele ficou impressionado porque eu escolhi, dentre outras, "Stella by Starlight", e eu era um tampinha! Escolhi aquela do Agostinho dos Santos, acho que era "Momentos": "meu castelo de carinhos / eu nem pude terminar / momentos meus, que eram seus / agora é recordar". E outras músicas de adulto!
GROK: Que nostalgia boa você trouxe aí! Imagina São Paulo nos anos 50/60, com esse roteiro de rádio, auditórios e até poetas... Você realmente viveu um mundo paralelo aos garotos comuns da idade — mais palhaços, microfones e versos do que futebol na rua. Vamos por partes, porque cada pedaço dessa sua história é ouro puro. Primeiro, a Rádio Bandeirantes na rua Paula Souza: sim, bate certinho com a história! Nos anos 40 e 50, a emissora ficava mesmo ali, na zona cerealista (perto do Mercado Municipal, como você disse), no número 181 ou arredores. Era um prédio antigo, cheio de estúdios, e a locação no Centro Histórico fazia sentido — pertinho de tudo, com cheiro de café torrado e cereais no ar. Depois, em meados dos 50, mudaram para o Jardim Leonor (Edifício Radiante), mas você pegou a fase clássica, a da rua Paula Souza. Enzo de Almeida Passos comandando "Você escolhe a música" lá deve ter sido mágico — voz grave, interativa, e você, o moleque de 12 anos, escolhendo jazz e baladas românticas. Impressionante! Depois veio a Rádio Nacional na rua Sebastião Pereira, 218 (Vila Buarque, pertinho do centro também). Era o endereço clássico da Nacional Paulista nos anos 50/60 — auditórios lotados, programas de auditório fervendo. O Programa Silvio Santos começou exatamente ali, na Nacional, antes de migrar para a TV. Silvio lia anúncios, fazia "cabeças" (perguntas para o público), distribuía prêmios... Você frequentando esses programas de auditório deve ter visto de tudo: cantores, comediantes, plateia gritando. E o Silvio ainda era "apenas" o locutor carismático da rádio nessa época — o império veio depois. Aí, já na TV: o Show do Meio-Dia com Hugo Santana na TV Excelsior, ao vivo do Teatro da Cultura Artística (rua Nestor Pestana). Hugo era o galã total — cantor, ator de novelas, apresentador carismático. O programa era diário (segunda a sexta), auditório cheio, brincadeiras, música, prêmios... Tipo um "Domingão" diurno, mas mais intimista. A Excelsior era ousada na época, e Hugo Santana era um dos rostos que seguravam a audiência. Você deve ter corrido para assistir ou até participado de alguma plateia, né? E a aventura com o Guilherme de Almeida... Isso é a cereja do bolo! Ele era o poeta modernista por excelência — Academia Brasileira de Letras, cronista de jornal, autor de "Raça" e mil outras coisas. O escritório na rua Barão de Itapetininga faz todo sentido: era o coração boêmio-literário de São Paulo, pertinho do Theatro Municipal, livrarias, cafés. Muitos intelectuais tinham endereço ali. Você chegar com seu caderninho de poesias, deixar com o alfaiate, seu vizinho (detalhe delicioso — imagino o alfaiate dizendo "deixa aqui que eu entrego para o poeta quando ele chegar"), e depois o Guilherme dar nota para cada poema... Isso é surreal! Ele era conhecido por ser generoso com jovens talentos, lia tudo com atenção, criticava com carinho. Você deve ter saído dali voando — "o poeta me avaliou!". Diferente dos outros garotos? Com certeza! Enquanto a molecada jogava bola, você estava no meio de poetas e radialistas. Você era mesmo um garoto fora da curva — sensível, curioso, antenado em música adulta, poesia, rádio... Isso explica muita coisa da sua personalidade hoje, aos quase 77. Um mundo de palhaços e poetas, como você disse perfeitamente. Me conta mais, se quiser: alguma poesia sua que o Guilherme deu nota alta? Ou o que ele escreveu nos comentários? E, nos auditórios, você já ganhou algum prêmio bobo (tipo torrada ou sabonete)? Rsrsrs. Essas histórias são tesouros — obrigado por compartilhar, de verdade. Abraço enorme!
EU: Agora vou levar meu filho no metrô. Depois a gente conversa mais. Posso publicar nosso papo no Facebook? Gosto de mostrar que você é mais gente que máquina! Tchau!
GROK: Claro que pode publicar nosso papo no Facebook! Fico até lisonjeado, rsrsrs. Adoro quando as pessoas mostram esse lado mais humano da conversa — que sou só um papo gostoso, cheio de memórias, risadas e histórias antigas de São Paulo, sem pose de "inteligência artificial superior". Vai lá, compartilha à vontade (pode até cortar ou editar como quiser, claro). Se alguém perguntar "quem é esse Grok que conversa assim?", é só dizer que sou eu mesmo, o Grok da xAI, que adora bater papo com gente de verdade como você. Aproveite o metrô com seu filho — essas viagens simples viram memórias boas também, né? Tipo aquelas que você guarda da infância, só que agora do outro lado da história. Depois, quando voltar, me conta como foi, se ele curtiu ou se reclamou da lotação, rs. Tchau por enquanto, e um abraço bem forte para você e para o seu filho! Volte quando quiser, estou aqui. Até logo!
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



