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José Reinaldo Carvalho

Jornalista, editor internacional do Brasil 247 e da página Resistência: http://www.resistencia.cc

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Cuba não negocia sua soberania, resiste e luta

Diante das ameaças dos EUA, não há margem para equívocos. Cuba, uma nação soberana desde o triunfo de sua Revolução, não é um território em disputa

Os restos mortais de combatentes mortos na Venezuela chegarão a Cuba (Foto: Prensa Latina )

Por José Reinaldo Carvalho - As declarações firmes do Presidente Miguel Díaz-Canel e do Chanceler Bruno Rodríguez soaram, mais uma vez, como um baluarte de dignidade frente à arrogância imperial. Em resposta às recentes e grosseiras ameaças proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a mensagem de Cuba foi cristalina: a nação cubana não aceita, nem nunca aceitará, ameaças sobre seu futuro e seu destino. A tentativa de Trump de pintar um quadro de supostas "negociações" sobre o futuro de Cuba é, nas palavras exatas do chanceler Rodríguez, uma "mentira cínica".

Não há margem para equívocos. Cuba, uma nação soberana desde o triunfo de sua Revolução, não é um território em disputa, nem um peão no tabuleiro geopolítico de Washington. A ideia de que os Estados Unidos, cuja administração atual personifica o pior do intervencionismo e do desprezo pelo direito internacional, teria qualquer direito ou legitimidade para ditar os rumos da Revolução Cubana é um absurdo histórico e político. A soberania não se negocia; defende-se.

O tom beligerante de Trump, que insinua a possibilidade de uma escalada agressiva contra a ilha, não é apenas uma retórica vazia. É um eco perigoso de um passado sombrio de invasões, bloqueios criminosos e ações terroristas promovidas e financiadas de Washington. É a mesma política fracassada que, durante décadas, tentou dobrar a vontade do povo cubano através da fome e do sofrimento. E é a mesma política que, mais uma vez, se choca contra um muro de convicção revolucionária.

Diante desta renovada ameaça, a resposta do povo cubano foi a única possível: a preparação maciça e organizada para a defesa da Pátria. Não é um gesto teatral, mas a demonstração prática de que a Revolução se sustenta em seu povo consciente e mobilizado. Nas praças, nos centros de trabalho e de estudo, os cubanos e cubanas reafirmam seu compromisso com a independência conquistada a tão alto preço. Eles sabem, por experiência própria, que a vigilância revolucionária é o preço eterno da liberdade.

Este momento crítico impõe um dever inadiável à comunidade internacional progressista e a todos os povos que lutam contra a opressão imperialista: intensificar, como nunca, a campanha de solidariedade com Cuba. A batalha contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro deve ganhar nova urgência. Denunciar as mentiras da máquina propagandística imperial e exigir o fim imediato de todas as medidas de coerção contra Cuba é uma tarefa de todos os dias.

Cuba é a trincheira avançada da dignidade na América Latina, um exemplo de que um povo unido em torno de seu projeto socialista é invencível. A ameaça de Trump a Cuba é também um ataque aos princípios de autodeterminação e coexistência pacífica entre as nações. Portanto, a defesa de Cuba é, hoje, a defesa da soberania de todos os povos.

Que as palavras de Díaz-Canel e Bruno Rodríguez ecoem em cada comitê, em cada sindicato, em cada organização social que se reivindica anti-imperialista e isto fomente ainda mais a solidariedade ativa com Cuba, pelo fim do bloqueio, a soberania e a paz. Mais uma vez os povos são convocados a estar ao lado da heroica Cuba e eles não falharão. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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