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Zeca Dirceu

Deputado federal pelo PT do Paraná

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É tempo de participar: governar, avançar e vencer com a força do povo

Enquanto houver desigualdade, haverá tarefa. Enquanto houver povo organizado, haverá PT

É tempo de participar: governar, avançar e vencer com a força do povo (Foto: Alessandro Dantas)

A história do *Partido dos Trabalhadores (PT*) nos ensina uma verdade simples e profunda: democracia não é apenas votar, é participar! Foi assim que o PT nasceu, foi assim que Lula chegou à Presidência da República e é assim que seguimos governando o Brasil neste momento decisivo da nossa história.

Entramos em 2026 com uma dupla responsabilidade: aprovar as grandes transformações que o povo espera do nosso governo e garantir a reeleição do *presidente Lula* já no primeiro turno, para consolidar de vez a reconstrução do Brasil. Essas duas tarefas não se separam. Uma depende diretamente da outra.

Governar é dialogar para transformar

As últimas semanas mostraram algo que quem vive o Congresso Nacional sabe bem: o Brasil vive um novo momento político. O PT, sob a liderança do presidente Lula, tem atuado com firmeza nos princípios e com maturidade na forma de consolidar avanços. O diálogo com o centro democrático e com setores do Congresso não é concessão — é instrumento de transformação real.

O gesto do presidente Lula ao fortalecer a relação institucional com a Câmara dos Deputados, ao reconhecer votações importantes e ao reduzir tensões desnecessárias, não é recuo. É exercício de liderança. É criar condições para que pautas estruturais avancem sem rupturas que prejudiquem o povo.

Ao mesmo tempo, a reorganização do ambiente político na Câmara dos Deputados abre espaço para que temas fundamentais — como o fim da escala 6x1, a valorização profissional, a regulação do trabalho por aplicativos, a justiça tributária e o direito ao descanso, à saúde mental e à convivência familiar — deixem de ser interditados pelo conflito e passem a ser debatidos com seriedade.

Essas pautas não saíram da agenda. Elas entraram na fase mais importante: a da construção de maioria social e política.

O PT governa com resultados — e com o povo

O Brasil de hoje não é fruto do acaso. É resultado de escolhas políticas claras. Vivemos algumas das menores taxas de desemprego da história, aumento real da renda do trabalhador, com inflação controlada, retomada do crescimento com responsabilidade fiscal, ampliação do crédito produtivo, valorização do salário mínimo e a retirada do Brasil, mais uma vez, do mapa da fome.

Avançamos na reforma tributária, ampliamos a isenção do Imposto de Renda, cobramos mais de quem está no topo e aliviamos o bolso de quem vive do trabalho. Recriamos o Minha Casa Minha Vida, fortalecemos o SUS, recuperamos a vacinação, investimos em educação, ciência, cultura, agricultura familiar e desenvolvimento sustentável.

Nada disso teria sido possível sem um governo que entende que justiça social é também política econômica — e que crescimento só é verdadeiro quando vira dignidade concreta.

*Aprovar as mudanças exige militância ativa*

Nenhuma dessas transformações se sustenta sozinha. Toda grande mudança precisa de povo organizado.

É por isso que me dirijo diretamente à militância do PT, aos movimentos sociais, aos sindicatos, às lideranças comunitárias, à juventude, às mulheres, ao campo democrático brasileiro: é hora de intensificar a participação política!

Precisamos:

  • Defender publicamente as pautas do governo;
  • Pressionar democraticamente o Congresso pela aprovação das mudanças;
  • Disputar corações e mentes nas ruas e nas redes;
  • Combater a desinformação e o uso criminoso das plataformas digitais;
  • Explicar, com clareza, o que está em jogo.

A redução da jornada de trabalho, a valorização do tempo, a ampliação dos direitos, a tarifa zero, a justiça tributária, a transição ecológica e a soberania nacional são bandeiras do PT, necessárias para um país que quer crescer com humanidade.

2026: Lula no primeiro turno é tarefa política

Tenho dito — e repito com convicção — que é possível e necessário eleger o presidente Lula no primeiro turno em 2026. Não por comodidade eleitoral, mas por responsabilidade histórica.

A vitória no primeiro turno dá estabilidade política ao país, fortalece um Congresso comprometido com mudanças, reduz o espaço do extremismo e do ódio e consolida um projeto nacional de desenvolvimento.

Mas isso não acontecerá automaticamente. Vai depender da nossa capacidade de mobilização, de formar palanques fortes nos estados, ampliar bancadas, renovar quadros e fortalecer o enraizamento do PT nos territórios.

Um chamado à ação

O PT nasceu das greves, das assembleias, das comunidades, da luta organizada. Não fomos feitos para governar de costas para o povo, nem para disputar eleições apenas com marketing. Nossa força sempre foi a militância viva, a política feita com o pé no chão e os olhos no futuro.

Por isso, faço aqui um chamado claro: vamos participar mais, dialogar mais, organizar mais e disputar mais!

Defender o governo Lula, aprovar suas pautas e reelegê-lo no primeiro turno não é apenas um ato partidário. É um compromisso com o Brasil democrático, soberano, justo e humano que estamos reconstruindo.

Enquanto houver desigualdade, haverá tarefa. Enquanto houver povo organizado, haverá PT. E, enquanto houver esperança coletiva, Lula seguirá sendo presidente do Brasil.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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