É tempo de tomar as rédeas pelo Rio de Janeiro
Defesa da democracia, crítica à extrema-direita e proposta de união progressista marcam posicionamento para enfrentar a crise no Rio de Janeiro
Vivemos um momento de inflexão no Brasil e no mundo. Nos últimos anos, estamos acompanhando com apreensão o avanço de forças políticas da extrema-direita que questionam direitos fundamentais, tensionam instituições democráticas e aprofundam desigualdades. Trata-se de um cenário que exige atenção, responsabilidade e compromisso com a preservação e o fortalecimento da democracia.
No Brasil, esse contexto se expressa de maneira concreta e cotidiana. No estado do Rio de Janeiro convivemos com intensa instabilidade política. Foi pelo judiciário que, recentemente, acompanhamos a decisão sobre o futuro político de nosso estado, onde vimos mais um ex-governador condenado eleitoralmente e uma assembleia legislativa - dominada por uma maioria extremista - mobilizada por um projeto intenso de desmonte e desvalorização econômica e social do Rio de Janeiro.
Enquanto a população fluminense sofre com questões como segurança pública, colapso no sistema de saúde e crise na educação, temas estruturais, como a distribuição de royalties do petróleo e o futuro econômico de nosso estado, seguem sendo despriorizados na agenda pública.
Em contraste com esse cenário desafiador, é importante reconhecer os esforços do governo federal na reconstrução de políticas públicas, com investimento no Rio de Janeiro, e na defesa da democracia. A atuação do presidente Lula, seja na conquista da Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais por mês, na luta pela aprovação do fim da Jornada 6x1 e outras ações importantes, reafirma o seu compromisso, e de nosso partido, com o povo brasileiro.
O projeto político a ser defendido nos palanques nacionais e estaduais também passa pela escolha de quadros que tenham a capacidade de aglutinar forças progressistas e de todos aqueles que garantam a continuidade do legado de políticas que visem reparação e combate às desigualdades.
Desta forma, a minha pré-candidatura ao Senado Federal se insere nesse cenário como possibilidade de unificação de todo o campo progressista. Ao longo de mais de quatro décadas de vida pública, construí uma trajetória pautada pelo compromisso com valores democráticos. Uma trajetória que não começou nos espaços institucionais, mas, sim, na vida comunitária, nas lutas sociais e na construção coletiva de direitos.
Essa história, marcada pela ética pública e pela responsabilidade com o interesse coletivo, é o que fundamenta minha atuação política, e também o que me dá legitimidade para tomar decisões à altura dos desafios colocados.
Nesse sentido, a composição da chapa que liderarei nesta eleição passa por um debate coletivo e uma decisão política entre todas as instâncias do meu partido, porem, é importante reafirmar que esta escolha também passa - necessariamente - pelo meu direito de decidir, pois trata-se de uma decisão política que envolve confiança, alinhamento de projeto e compromisso com a nossa população.
Em um ambiente democrático, a construção de unidade deve caminhar lado a lado com o respeito às trajetórias e à capacidade de decisão. Superar práticas que, historicamente, limitaram a autonomia de determinadas lideranças, especialmente mulheres, pessoas negras e pessoas faveladas, é parte do próprio processo de aprofundamento democrático.
Diante dos desafios que se colocam para o Brasil e, em especial, para o Rio de Janeiro, é fundamental que as decisões políticas estejam à altura da responsabilidade que o momento exige.
É tempo de tomar as rédeas. É tempo de coragem para mudar o Rio de Janeiro.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



