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Reimont cobra intervenção direta do governador interino na crise da PM do Rio de Janeiro

Deputado afirma que gestão precisa agir diante de falhas no envio de provas à Polícia Federal

Reimont (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Reimont afirmou que o governador interino do Rio de Janeiro precisa atuar diretamente para enfrentar a crise na Polícia Militar, especialmente diante de falhas no envio de materiais à Polícia Federal. Segundo ele, a atual condução das investigações compromete a apuração de casos e exige intervenção imediata do Executivo estadual.

As declarações foram feitas durante entrevista ao Bom Dia 247, na qual o parlamentar analisou a situação da segurança pública no estado e criticou a forma como as provas têm sido encaminhadas para análise federal.

Reimont afirmou que o governador interino tem responsabilidade direta sobre a situação e não pode se omitir, mesmo estando em caráter temporário no cargo. “Ele é governador interino, mas é governador com todas as qualificações de um governador de estado. Então ele tem que de fato colocar o dedo na ferida e dizer assim: ‘Nós vamos modificar esse status quo da segurança pública no estado do Rio de Janeiro’”, declarou.

O deputado também criticou o envio de um volume elevado de material bruto à Polícia Federal, o que, segundo ele, dificulta a análise técnica. “Como é que manda um material bruto, vídeos que têm às vezes 30 minutos, quando o que importa ali é 1 minuto, 1 minuto e meio?”, questionou. Ele acrescentou que o excesso de dados pode comprometer o andamento das investigações: “São milhares de horas de gravação que inviabilizam uma análise rápida e eficiente”.

Na avaliação do parlamentar, a resposta encaminhada pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal demonstra a gravidade da situação. Ele afirmou que o cenário exige revisão imediata dos procedimentos adotados pelas autoridades estaduais. “Parece que o governo do Rio de Janeiro está de brincadeira”, disse.

Reimont também destacou que a crise na segurança pública do estado tem origem política e precisa ser enfrentada nesse campo. Para ele, a atuação do governador interino é decisiva para corrigir distorções e garantir que as investigações avancem de forma adequada.

O deputado defendeu ainda que o poder público deve assumir a responsabilidade de reorganizar os processos internos e garantir que os materiais enviados para análise sejam objetivos e pertinentes. Segundo ele, a falta de critérios no envio de provas prejudica não apenas as investigações, mas também a credibilidade das instituições envolvidas.

Ao concluir, Reimont reforçou que a atuação do governador interino não pode ser limitada pelo tempo de mandato. “Quando a gente assume um cargo, a gente sabe dos ônus e bônus. Ele tem o que fazer sim”, afirmou.

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