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Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

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Extrema direita vai fazer da eleição de 2026 a mais suja de todos os tempos

Não por acaso, Lula tem alertado com frequência para o festival de mentiras que ameaça manchar a eleição

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)

Eu já sabia, mas acabo de reler uma notícia preocupante: o Tribunal Superior Eleitoral, a partir de junho deste ano, será presidido pelo ministro Nunes Marques e terá como vice André Mendonça.

Com dois juízes indicados por Bolsonaro, nuvens carregadas pairam sobre o processo eleitoral que se aproxima. 

Vamos lembrar que o pulso firme e o zelo pela democracia do ministro Alexandre de Moraes à frente da justiça eleitoral em 2022 foram decisivos para levar a bom termo o último pleito presidencial.

O TSE barrou várias ações eleitorais da candidatura Bolsonaro com a marca registrada da extrema direita: a mentira, a calúnia, a difamação e toda sorte de sujeira.

Moraes evitou inclusive cair na armadilha preparada para o dia da eleição, quando, a serviço de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal, então comandada pelo agora presidiário Silvinei Vasques, montou um esquema criminoso nas estradas do Nordeste para prejudicar o voto em Lula.

Além de impedir a manifestação livre do voto, a ideia era fazer o ministro Moraes prolongar o horário de votação no Nordeste, abrindo caminho para questionamento jurídicos que poderiam levar ao caos.

Mas o chefe da justiça eleitoral não mordeu a isca. 

A questão inquietante que agora se coloca é a seguinte: como se comportarão os ministros bolsonaristas do TSE diante dos golpes baixos que certamente serão desferidos pela campanha de Flávio Bolsonaro à presidência da República?

Um corte de vídeo publicado pelo próprio senador em suas redes sociais, para descontextualizar uma fala do presidente Lula sobre as dificuldades dos pobres para estudar, é só uma pequena amostra do que vem por aí. 

Flávio Bolsonaro tem alta rejeição. Seu nome está associado às ações de Trump contra o Brasil, aos crimes contra o regime democrático cometidos por seu pai e às rachadinhas. Tudo leva a crer que será derrotado por Lula.

Além do favoritismo do presidente já apontado em todas as pesquisas, a campanha será um momento privilegiado para Lula divulgar suas inúmeras realizações econômicas e sociais, bem como a defesa intransigente da soberania nacional. 

Sem falar na conhecida química que rola entre Lula e povo brasileiro durante as campanhas eleitorais.

Contudo, como são especialistas em levar a delinquência para as disputas eleitorais e não têm compromisso com um mínimo de civilidade, imagina do que os fascistas serão capazes quando bater o desespero da derrota iminente?

Não por acaso, Lula tem alertado com frequência para o festival de mentiras que ameaça manchar a eleição. 

Com o reforço das big techs, que seguem sem regulamentação no Brasil e cada vez mais alinhadas à extrema direita global, os bolsonaristas se preparam para enlamear a eleição brasileira em uma proporção jamais vista. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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