Guiados pela Iniciativa da Governança Global, China e Brasil escrevem um novo capítulo de cooperação
"China e Brasil têm sido desde sempre bons amigos e parceiros que se respeitam mutuamente e promovem o desenvolvimento conjunto e mutuamente benéfico"
Recentemente, o governo chinês divulgou o Livro Branco "Governança Global Mais Justa e Equitativa: Princípios, Propostas e Ações da China", que apresenta de forma abrangente as propostas e práticas chinesas em matéria de governança global. O objetivo reside em reunir um consenso internacional mais amplo, com vistas a fortalecer a cooperação para reformar e aperfeiçoar o sistema de governança global, e enfrentar de maneira mais eficaz os desafios comuns.
Atualmente, as transformações sem precedentes em um século estão se acelerando, com conflitos geopolíticos, fragmentação econômica e outros desafios interligados; o unilateralismo e o protecionismo estão ganhando força; e o sistema de governança global enfrenta problemas como o questionamento de sua autoridade e a falta de eficácia e representatividade. A comunidade internacional vem manifestando cada vez mais o desejo de aperfeiçoar a governança global. Em 2025, o presidente Xi Jinping apresentou a Iniciativa de Governança Global (IGG), convocando os países a agirem em conjunto para construir um sistema de governança global mais justo e equitativo, oferecendo assim a solução chinesa para superar o déficit de governança global e traçar o caminho a seguir para a humanidade.
Baseando-se na defesa dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e na prática do conceito de governança global de ampla consulta, contribuição conjunta e benefícios compartilhados, a IGG propõe cinco princípios centrais: aderir à igualdade soberana, respeitar o Estado de direito internacional, praticar o multilateralismo, defender a abordagem centrada nas pessoas e concentrar-se na tomada de ações reais. A iniciativa enfatiza que todos os países, independentemente de seu tamanho, força ou nível de desenvolvimento, são iguais e têm o direito de participar dos processos de governança global. Os assuntos internacionais devem ser tratados por meio do diálogo e da consulta com base no direito internacional, e não dominados pela política de poder. O destino do mundo deve ser decidido conjuntamente por todos os países, e o multilateralismo constitui o caminho indispensável para enfrentar os desafios globais. A governança global deve ter como objetivo permanente o bem-estar dos povos, permitindo que os frutos do desenvolvimento beneficiem de forma mais ampla e equitativa todas as nações. Ao mesmo tempo, é necessário transformar visões compartilhadas em ações concretas, promovendo esforços conjuntos da comunidade internacional para enfrentar desafios e alcançar o desenvolvimento comum.
Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e o maior país em desenvolvimento do mundo, a China tem participado ativamente da construção do sistema de governança global e mantém seu compromisso de ser construtora da paz mundial, promotora do desenvolvimento global, defensora da ordem internacional e provedora de bens públicos internacionais, contribuindo continuamente para a reforma e o aperfeiçoamento da governança global.
Praticamos o verdadeiro multilateralismo e promovemos a paz mundial, bem como a justiça e a equidade internacionais. A China defende firmemente o sistema internacional com a ONU em seu núcleo e a ordem internacional baseada no direito internacional. Apoia ativamente as operações de manutenção da paz da ONU e empenha-se na preservação da estabilidade estratégica global. Além disso, a China explora ativamente soluções com características chinesas para questões quentes, persiste firmemente em promover a paz e o diálogo, impulsiona a resolução política de questões quentes internacionais e regionais e oferece sua contribuição para a solução pacífica de disputas internacionais.
Defendemos a abertura, a cooperação e os benefícios mútuos para promover o desenvolvimento e a prosperidade compartilhados. A China apoia firmemente o sistema multilateral de comércio centrado na Organização Mundial do Comércio e já se tornou o principal parceiro comercial de mais de 160 países e regiões. Mantém uma política de abertura de alto nível ao exterior e promove a construção de uma economia mundial aberta. Nesse processo, impulsiona a cooperação de alta qualidade no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota, bem como a liberalização e a facilitação do comércio e dos investimentos. Ao mesmo tempo, fortalece a cooperação com os países do Sul Global, contribuindo com novas oportunidades para o crescimento econômico mundial e para os processos de modernização dos diversos países.
Defendemos a solidariedade e a cooperação, por meio de consultas e da construção conjunta, para aperfeiçoar o sistema de governança global. A China impulsionou a histórica ampliação do BRICS, promoveu o fortalecimento da Organização para Cooperação de Xangai, e apoiou a adesão da União Africana ao G20, contribuindo para aumentar a representatividade e a voz dos países do Sul Global. Também promoveu a criação da Organização Internacional para Mediação, lançou a Conferência para o Diálogo das Civilizações Asiáticas e o Fórum das Civilizações Antigas, estabeleceu o Fundo de Biodiversidade de Kunming. Além disso, apresentou a Iniciativa Global sobre Segurança de Dados e a Iniciativa Global para a Governança da Inteligência Artificial, oferecendo ativamente bens públicos e soluções de governança à comunidade internacional, e contribuindo para novos avanços na reforma do sistema de governança global.
China e Brasil têm sido desde sempre bons amigos e parceiros que se respeitam mutuamente e promovem o desenvolvimento conjunto e mutuamente benéfico, constituindo um exemplo de solidariedade e cooperação entre os países do Sul Global. Os dois países compartilham amplos consensos sobre importantes questões relacionadas à paz e ao desenvolvimento mundiais e mantêm estreita coordenação em plataformas multilaterais como ONU, BRICS e G20, defendendo conjuntamente o multilateralismo e a justiça e equidade internacional.
No cenário atual, a ascensão coletiva do Sul Global tornou-se uma característica marcante da evolução da ordem internacional. Sendo os mais representativos países em desenvolvimento e economias emergentes dos hemisférios Oriental e Ocidental, China e Brasil assumem a importante responsabilidade de promover a reforma do sistema de governança global. A China está disposta a trabalhar lado a lado com o Brasil para implementar a Iniciativa de Governança Global, praticar o verdadeiro multilateralismo, fortalecer ainda mais a coordenação estratégica. Ambos os países devem defender firmemente o papel central da ONU, preservar a ordem internacional baseada no direito internacional e apoiar o sistema multilateral de comércio centrado na OMC e fundamentado em regras. Juntamente com os países do Sul Global, a China continuará defendendo os interesses comuns dos países em desenvolvimento, ampliando sua representatividade e sua voz nos assuntos internacionais e promovendo o desenvolvimento da governança global em direção a uma ordem mais justa e equitativa, com vistas à construção de um futuro de paz, segurança, prosperidade e progresso para toda a humanidade.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




