Jaques Wagner está no centro de novo linchamento promovido pela direita e pela mídia golpista para atingir Lula
Operação contra Jaques Wagner expõe nova ofensiva de lawfare contra o PT e amplia pressão política sobre o governo Lula
O PT, o governo e a esquerda não podem bater em retirada a qualquer crise que um ministro bolsonarista do Supremo, no comando de uma banda da Polícia Federal, deseje estimular. É preciso avaliar a situação, resistir e sustentar o terreno.
Está em curso uma operação de lawfare, equivalente a tantas outras, como o mensalão e a Lava Jato, sempre com a fanfarra dos meios hegemônicos de comunicação.
Antes foram os colaboradores próximos de Lula, como José Genoino e José Dirceu. Depois, o próprio Lula foi arrastado numa farsa.
A acusação de agora, comandada por André Mendonça, mistura fatos e datas com os mesmos objetivos de sempre: fazer ilações, criminalizar lideranças do PT e criar escândalo com objetivos político-eleitorais. Agora a meta é salvar Flávio Bolsonaro, com a candidatura em crise abrupta.
Mendonça é o Moro de agora, o Joaquim Barbosa da ocasião. Essa operação tem que ser denunciada, não confirmada pelos próprios companheiros de Jaques Wagner. Muito menos pelo próprio presidente Lula, a quem a operação visa atingir após eliminar Jaques Wagner e Rui Costa.
Não se pode capitular diante de mais um episódio de lawfare.
Do que se sabe até agora, a principal acusação não constitui crime algum: o senador Jaques Wagner pode ter, sim, pedido a seu amigo investidor, numa operação privada, para servir de intermediário numa operação de compra, de reserva, para aquisição de um apartamento para sua filha. Deverá, claro, ter que mostrar documentos dessa transação.
Quanto à operação de privatização do Credcesta, ela é bem anterior. Se ensejou, depois de privatizada, alguma falcatrua com o Banco Master, não é de responsabilidade de Wagner. Os valores em espécie encontrados nos apartamentos são compatíveis com diárias de viagens ao exterior ao longo de vários anos e mais de um mandato. A foto de notas vazada pela polícia induz a juízo antecipado e à manipulação escancarada da opinião pública. Deveria gerar nulidade, como reação a mais um linchamento de um petista. E nada disso deveria suscitar apressado fogo amigo nem ajuste de contas em aliança tácita com a direita por velhos agravos que deveriam ser mantidos intramuros. Jaques Wagner tem direito à presunção de inocência, mesmo que ele seja sionista ou que tenha prejulgado quem seja no passado.
É direito dele seguir no cargo, se achar melhor para sua defesa. Quem escolhe ou demite o líder do governo é o presidente, o alvo maior, uma vez mais.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




