Segundo o imortal Ruy Castro, em sua coluna de anteontem na “Folha de S.Paulo”, autobiografias não valem nada porque o autor esconde as passagens tenebrosas de sua vida.
Já os 200 entrevistados que ele alega consultar em suas biografias são 100% honestos, imparciais e transparentes. Como ele. Octávio Costa que o diga.
O biógrafo e imortal Ruy Castro é o inimigo número 1 das autobiografias, certamente para manter a sua reserva de mercado.
Ruy Castro renega autobiografias. Isso é que é um paladino da liberdade de expressão.
Nenhuma autobiografia presta, segundo o imortal — até o dia em que ele escrever a sua.
Será que não leu a “Autobiografia precoce”, de Yevgeny Yevtushenko?
Deveria.
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