PT acelera e anuncia França como vice de Haddad em SP
Chapa com o PSB consolida 'frente ampla' na disputa pelo governo de São Paulo, avalia ex-ministra Marina Silva
A resposta chegou rápido. A retirada das pré-candidaturas do PSDB e do MBL da corrida eleitoral ao governo de São Paulo acelerou a definição da chapa do ex-ministro Fernando Haddad, do PT. O ex-governador Márcio França, do PSB, foi definido como candidato a vice em reunião, na manhã desta quinta-feira, 25, em São Paulo. A conversa teve a participação de Haddad, de França, da ex-ministra Marina Silva, pré-candidata ao Senado por São Paulo, dos deputados Emídio Mesquita, Rui Falcão e de lideranças partidárias. "Estamos construindo uma frente ampla para vencer as eleições", disse Marina.
A consolidação das articulações da chapa petista ocorre em um momento em que a eleição paulista atinge um ponto de definição. Com a retirada de Paulo Serra, do PSDB, e Kim Kataguiri, do MBL, as urnas eletrônicas devem ter o confronto direto entre o ex-ministro da Fazenda e o governador Tarcísio de Freitas. A tendência que se forma a partir de agora é favorável a uma definição da disputa em primeiro turno.
A escolha de França encerra as especulações sobre quem seria o candidato a vice ao lado de Haddad. A partir de agora, a missão do ex-governador é a de atrair prefeitos, lideranças e eleitores que se situam num campo político ampliado em relação ao PT. Uma característica da atuação política de França é a do constante diálogo com agentes políticos do interior de São Paulo.
"Consideramos que a minha presença na chapa ao lado do ministro Haddad fortalece as nossas condições na disputa estadual e, também, o plano de reeleição do presidente Lula, em torno do qual estamos todos engajados", disse França.
Ao dar as boas-vindas ao ex-governador, Haddad ressaltou que a chapa PT-PSB ao governo de São Paulo reforça a qualidade do programa de governo que já vai sendo apresentado aos eleitores. "O que a gente quer é poder apresentar uma alternativa que, na nossa visão, é muito superior", afirmou o pré-candidato ao governo. "Estamos preocupados com que o debate aconteça, que os temas que são caros a nós sejam pautados e que a gente possa apresentar as nossas objeções ao que está acontecendo na administração pública do estado."
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