Trabalhadores do Brasil, uni-vos contra Trump
Mobilização da classe trabalhadora ganha urgência diante do avanço do imperialismo dos EUA e das políticas de Donald Trump na América Latina e no mundo
Você se considera anarquista, marxista, comunista, socialista, maoista, trotisksta, adepto do luxemburguismo, castrista, peronista, bolivariano, chavista, varguista, lulista, pessoa de esquerda ou meramente um trabalhador? Chegou o momento! É fundamental a nossa união para podermos fazer frente ao monstruoso imperialismo estadunidense que inunda o mundo com bombas e sangue. Ele sempre esteve em vigência, mas agora pelas mãos sujas, imundas de Donald Trump, o sistema que promove destruição e morte universal está mais robusto e agressivo.
O presidente dos Estados Unidos demonstra diariamente que os seus interesses pessoais, dinheiro, muito dinheiro, e Poder, estão à frente de qualquer coisa e regem as ações na Casa Branca. Trump quer que Gaza seja transformada em resort, e assim está ocorrendo: o território está sendo plainado e a limpeza étnica dos palestinos acontece ininterruptamente. Donald Trump não pensou duas vezes antes de se apoderar do petróleo da Venezuela e sequestrar o seu presidente, Nicolás Maduro. O chefe da Casa Branca optou pelo caos humanitário no Oriente Médio ao atacar o Irã e, agora, acentuou o bloqueio maligno em Cuba. Com Trump, o imperialismo estadunidense não tem limite algum. Ele humilha diariamente as instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), que perdeu valor simbólico e de fato. Sob Donald Trump, até a Organização dos Estados Americanos (OEA), que historicamente é mais afeita às resoluções de Washington, também perdeu força.
Ao imaginarmos um jogo de xadrez, o fato da criação do famigerado Escudo das Américas e a possibilidade de implantação de bases militares no Paraguai (coisa semelhante ao cenário da Ucrânia e Rússia), podem ser considerados movimentos de xeques seguidos contra o Brasil, México e a Colômbia. O terceiro deslocamento de peças virá em breve, defronte a Cuba. O xeque-mate está em andamento, previsto para eleições de outubro, no Brasil. É necessário compreender que Donald Trump tem, agora, na palma de suas mãos: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e países do Caribe. Tal situação é trágica para América do Sul e Central, para a Pátria Grande. Desde o seu primeiro mandato, Trump percebeu que a região da Ásia estava perdida para China, assim como ocorre em muitos países da África. Trump quer controlar o Oriente Médio, recursos financeiros e, sobretudo, o petróleo. Para firmar tamanho horror, ele não tem estratégia definida, somente a força bruta, em conjunto com Israel, e firmando alianças espúrias como, por exemplo, a Síria.
A Onda Rosa é coisa do passado, infelizmente. O curto “domínio” da esquerda na América Latina foi passageiro e demorará a voltar. No momento o que temos são chances (pequenas) de manter alguma resistência as investidas imperialistas estadunidenses na região, com Lula e Claudia Sheinbaum. Por isso, é fundamental a reeleição do presidente Lula. Não é tempo de dúvidas, críticos devem ter em mente que erros pessoais do presidente e os de governo podem ser resolvidos em 2027. O Brasil não pode ser novamente governado pelo bolsonarismo, o preço a se pagar será elevadíssimo. O 01 é tão subserviente a Donald Trump quanto o pai que, certa vez, mirou o presidente dos EUA e, com os olhos marejados disse: I love you. Ou seja, os ianques nos cobrarão mais do que o quinto representou no passado, em dólares, terra, água, petróleo, e sangue. É o que interessa a Trump. Por óbvio, as imensas dificuldades internas do Brasil não podem ser menosprezadas pelo presidente Lula, mas o perigo externo bate à porta. Chegou a hora de os povos, os trabalhadores de todo o mundo se livrarem das garras fúnebres de Donald Trump, Marco Rubio e dos magnatas das big techs. Agora, internamente, para sairmos minimamente vitoriosos desse processo, a classe trabalhadora tem de se unir a Lula nas eleições contra o bolsonarismo.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



