Fernando Lavieri avatar

Fernando Lavieri

Jornalista, com passagens pela IstoÉ e revista Caros Amigos

78 artigos

HOME > blog

Trabalhadores do Brasil, uni-vos contra Trump

Mobilização da classe trabalhadora ganha urgência diante do avanço do imperialismo dos EUA e das políticas de Donald Trump na América Latina e no mundo

O presidente dos EUA, Donald Trump - 03/12/2025 (Foto: REUTERS/Brian Snyder)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

Você se considera anarquista, marxista, comunista, socialista, maoista, trotisksta, adepto do luxemburguismo, castrista, peronista, bolivariano, chavista, varguista, lulista, pessoa de esquerda ou meramente um trabalhador? Chegou o momento! É fundamental a nossa união para podermos fazer frente ao monstruoso imperialismo estadunidense que inunda o mundo com bombas e sangue. Ele sempre esteve em vigência,  mas agora pelas mãos sujas, imundas de Donald Trump, o sistema que promove destruição e morte universal está mais robusto e agressivo. 

O presidente dos Estados Unidos demonstra diariamente que os seus interesses pessoais, dinheiro,  muito dinheiro, e Poder, estão à frente de qualquer coisa e regem as ações na Casa Branca. Trump quer que Gaza seja transformada em resort, e assim está ocorrendo: o território está sendo plainado e a limpeza étnica dos palestinos acontece ininterruptamente. Donald Trump não pensou duas vezes antes de se apoderar do petróleo da Venezuela e sequestrar o seu presidente, Nicolás Maduro. O chefe da Casa Branca optou pelo caos humanitário no Oriente Médio ao atacar o Irã e, agora, acentuou o bloqueio maligno em Cuba. Com Trump, o imperialismo estadunidense não tem limite algum. Ele humilha diariamente as instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), que perdeu valor simbólico e de fato. Sob Donald Trump, até a Organização dos Estados Americanos (OEA), que historicamente é mais afeita às resoluções de Washington, também perdeu força. 

Ao imaginarmos um jogo de xadrez, o fato da criação do famigerado Escudo das Américas e a possibilidade de implantação de bases militares no Paraguai (coisa semelhante ao cenário da Ucrânia e Rússia), podem ser considerados movimentos de xeques seguidos contra o Brasil, México e a Colômbia. O terceiro deslocamento de peças virá em breve, defronte a Cuba. O xeque-mate está em andamento, previsto para eleições de outubro, no Brasil. É necessário compreender que Donald Trump tem, agora, na palma de suas mãos: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e países do Caribe. Tal situação é trágica para América do Sul e Central, para a Pátria Grande. Desde o seu primeiro mandato, Trump percebeu que a região da Ásia estava perdida para China, assim como ocorre em muitos países da África. Trump quer controlar o Oriente Médio, recursos financeiros e, sobretudo, o petróleo. Para firmar tamanho horror, ele não tem estratégia definida, somente a força bruta, em conjunto com Israel, e firmando alianças espúrias como, por exemplo, a Síria. 

A Onda Rosa é coisa do passado, infelizmente. O curto “domínio” da esquerda na América Latina foi passageiro e demorará a voltar. No momento o que temos são chances (pequenas) de manter alguma resistência as investidas imperialistas estadunidenses na região, com Lula e Claudia Sheinbaum. Por isso, é fundamental a reeleição do presidente Lula. Não é tempo de dúvidas, críticos devem ter em mente que  erros pessoais do presidente e os de governo podem ser resolvidos em 2027. O Brasil não pode ser novamente governado pelo bolsonarismo, o preço a se pagar será elevadíssimo. O 01 é tão subserviente a Donald Trump quanto o pai que, certa vez, mirou o presidente dos EUA e, com os olhos marejados disse: I love you. Ou seja, os ianques nos cobrarão mais do que o quinto representou no passado, em dólares, terra, água, petróleo, e sangue. É o que interessa a Trump. Por óbvio, as imensas dificuldades internas do Brasil não podem ser menosprezadas pelo presidente Lula, mas o perigo externo bate à porta. Chegou a hora de os povos, os trabalhadores de todo o mundo se livrarem das garras fúnebres de Donald Trump, Marco Rubio e dos magnatas das big techs. Agora, internamente, para sairmos minimamente vitoriosos desse processo, a classe trabalhadora tem de se unir a Lula nas eleições contra o bolsonarismo.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Artigos Relacionados