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Francisco Calmon

Combatente da ditadura desde a adolescência, prisioneiro nos cárceres da ditadura do Doi-Codi ao HCE. Advogado, administrador e analista de TI. Organizador da RBMVJ e do Canal Pororoca.  Autor e organizador de vários livros, entre eles “60 anos do golpe: gerações em luta”.

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Trump, deixe Cuba ser feliz!

"Defender Cuba é, portanto, mais do que defender um país: é defender a ideia de que a humanidade pode se organizar de outra forma"

Donald Trump e a bandeira de Cuba (Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca I Reuters)

A ilha que resiste há décadas não é apenas um símbolo político, mas a prova concreta de que é possível colocar a dignidade humana no centro de um projeto de sociedade. Mesmo sob bloqueios, pressões e sucessivas tentativas de desestabilização, Cuba segue garantindo direitos básicos que, em muitos países, ainda são privilégios de quem pode pagar: saúde, educação e uma vida digna para todos.

Não por acaso, apesar das investidas do imperialismo e de ações que buscaram sufocar sua soberania, a nação cubana construiu algo raro: uma consciência coletiva baseada na solidariedade e no patriotismo. Cuba não é apenas um país, é um ponto de equilíbrio moral. Se deixasse de existir, seria como se um órgão vital da humanidade deixasse de pulsar. Pequena em território, gigante em exemplo, a ilha desafia o mundo ao mostrar que outro modelo, para além do capitalismo, é possível.

Sua presença internacional, seja na medicina, na educação ou na solidariedade com povos em crise, não pode ser apagada. Ao contrário, precisa ser constantemente lembrada e valorizada. Em um mundo onde direitos viraram mercadoria, Cuba insiste em tratá-los como princípio.

Defender Cuba é, portanto, mais do que defender um país: é defender a ideia de que a humanidade pode se organizar de outra forma. E, nessa disputa de projetos, é preciso enfrentar aqueles que insistem em esmagar alternativas. Experiências como as de Vietnã e China também demonstram que há caminhos de resistência e construção fora da lógica dominante.

Viver com dignidade não pode ser exceção, precisa ser regra e universal.

Cuba, Vietnã e China são modelos que nos inspiram a formular um projeto de nação que, até o presente, não existe.

Os partidos de esquerda se envolveram tanto na via eleitoral que acabaram por anatematizar a luta ideológica, de forma que o confronto entre o modelo capitalista e o modelo socialista já não é externado, a ponto de parecer que a extrema-direita combate o sistema e os democratas o defendem.

Numa conjuntura em que a luta dos contrários está exacerbada e, muitas vezes, na ponta do fuzil, é recomendável apresentar, com vigor, alternativas que deram certo.

Defender Cuba é ser humanista, combater o imperialismo estadunidense é revolucionário!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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