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Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade

Programa amplia investimentos públicos e privados, conecta ciência à indústria e acelera geração de empregos e crescimento sustentável

Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade (Foto: Agência Brasil)

247 - Ao longo de 2025, o Brasil avançou de forma consistente na retomada dos investimentos industriais, com impactos diretos sobre a inovação, a produção e o mercado de trabalho. A política da Nova Indústria Brasil (NIB) tem sido o eixo central dessa estratégia, ao direcionar recursos públicos para estimular investimentos privados, modernizar o parque fabril e fortalecer cadeias produtivas em todas as regiões do país.

Em 2025, os recursos disponíveis do Plano Mais Produção, principal instrumento financeiro da NIB, chegaram a R$ 643,3 bilhões. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram destinados, entre 2023 e 2025, a cerca de 406 mil projetos alinhados às seis missões estratégicas do programa, abrangendo desde a modernização de máquinas até o desenvolvimento de novas tecnologias com foco em sustentabilidade.

Os investimentos têm permitido ganhos de eficiência e competitividade, além de estimular a adoção de processos produtivos mais limpos. Um dos diferenciais da política industrial é a articulação entre ciência, tecnologia e indústria. O conhecimento gerado em universidades, institutos de pesquisa e centros de inovação passou a ser incorporado diretamente à produção, viabilizando soluções como o ônibus elétrico 100% nacional, o desenvolvimento de um coquetel enzimático para produção de etanol a partir de resíduos agrícolas e aplicações avançadas de inteligência artificial na indústria.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o potencial brasileiro nesse cenário. “Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, afirmou. Na mesma linha, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), avaliou que os resultados refletem decisões estruturantes do atual governo. “Estamos encerrando um ano de muito trabalho com uma excelente notícia. O presidente Lula já disse que 2025 seria o ano da colheita. E esses dados de investimentos revelam muito sobre a qualidade das sementes que foram plantadas neste governo”, declarou.

Avanços em inovação e produtividade

Os números confirmam a expansão das políticas voltadas à modernização industrial. O eixo Mais Inovação da Nova Indústria Brasil já contratou R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões efetivamente desembolsados. Paralelamente, o Crédito Indústria 4.0 direcionou R$ 12 bilhões para a aquisição de máquinas e equipamentos, apoiando a digitalização e o aumento de produtividade nas empresas.

Outro destaque é o programa Brasil + Produtivo, que atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em apenas dois anos. Segundo o balanço, as empresas participantes registraram aumento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética, com impactos positivos nos setores industrial, comercial e de serviços.

Depreciação acelerada e estímulo ao investimento privado

Lançada em 2024, a política de Depreciação Acelerada também apresentou resultados relevantes. Com R$ 1,7 bilhão em recursos públicos utilizados, o programa estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para a compra de máquinas e equipamentos em 24 setores da indústria. A medida permite que as empresas abatam o valor dos investimentos do Imposto de Renda e da Contribuição Social em apenas dois anos, encurtando um processo que tradicionalmente se estendia por cerca de uma década.

Indústria automotiva e transição energética

No setor automotivo, o programa Mover consolidou-se como um dos símbolos do novo ciclo industrial. Em 2025, foram R$ 3,8 bilhões em crédito, com previsão de R$ 3,9 bilhões no próximo ano, mobilizando R$ 190 bilhões em investimentos privados. A política fortaleceu toda a cadeia automotiva, com foco em inovação, eficiência energética e segurança, além de atrair novas plantas industriais.

Nesse contexto, o Brasil voltou a figurar como destino estratégico de grandes montadoras. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a primeira da empresa nas Américas, voltada à produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD iniciou a produção nacional em Camaçari, na Bahia, consolidando o país como polo relevante da empresa na América Latina.

Durante a inauguração da unidade baiana, o presidente global da BYD, Wang Chuanfu, ressaltou o ambiente favorável encontrado no país. “O Brasil tem vantagens únicas e abundantes de energia limpa, uma sociedade aberta e plural, cidadãos dispostos a abraçar novas tecnologias. Além disso, o governo lançou a Nova Indústria Brasil, focada na inovação e na transição verde, o que cria condições ideais. O Brasil é líder na transformação verde”, afirmou. Ele acrescentou: “Acreditamos que vamos ajudar o Brasil a acelerar a transição energética, criar novas indústrias e novos empregos”.

Benefícios ao consumidor e ao setor de transportes

A política industrial também trouxe efeitos diretos para as famílias. O Programa Carro Sustentável zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, com motorização flex, baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Desde julho, as vendas desses modelos cresceram 51% em comparação com o mesmo período do ano anterior, sem impacto fiscal.

Medidas adicionais reduziram custos operacionais para trabalhadores do transporte. Taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, enquanto caminhoneiros e empresas de ônibus tiveram redução na taxa do cronotacógrafo, de R$ 207 para R$ 90.

Comércio exterior e atração de investimentos

No comércio exterior, os resultados também foram expressivos. Em 2025, o Brasil alcançou recorde histórico de exportações, somando US$ 349 bilhões, US$ 9 bilhões acima do melhor resultado anterior, registrado em 2023. A corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior nível já observado.

Segundo o governo, negociações internacionais ajudaram a mitigar os impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos, preservando a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente os industriais. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil e com o Plano Brasil Soberano”, afirmou Alckmin.

O ambiente de negócios mais previsível também contribuiu para a atração de capital estrangeiro. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume dos últimos dez anos, posicionando o país como o segundo maior receptor de investimentos do mundo. A futura Janela Única de Investimento, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, deverá reduzir burocracias e custos, reforçando esse movimento de reindustrialização sustentada.

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