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Selo Verde Brasil amplia sustentabilidade e competitividade industrial

Programa do MDIC amplia certificação sustentável e fortalece competitividade da indústria brasileira

Programa do MDIC amplia certificação sustentável e fortalece competitividade da indústria brasileira (Foto: Divulgação / MDIC)
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247 - A Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoveu, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, o evento “Selo Verde Brasil: Um Marco para a Indústria Sustentável”. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e de entidades técnicas para discutir os avanços do Programa Selo Verde Brasil e o fortalecimento da economia verde no País.

A iniciativa estabelece diretrizes nacionais para certificação de produtos e serviços sustentáveis, alinhada à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB). Atualmente, o programa já conta com duas normas publicadas e outras duas em fase de consulta nacional.

Sustentabilidade como motor da competitividade

Durante a abertura do evento, realizado no auditório da Abiquim, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, afirmou que a agenda de sustentabilidade precisa funcionar como “uma alavanca de competitividade” para a indústria brasileira.

Segundo ela, o Brasil reúne vantagens estratégicas para liderar a transição para uma economia de baixo carbono, mas é necessário garantir condições para que as empresas transformem sustentabilidade em mercado, renda e desenvolvimento industrial. “A indústria precisa crescer no Brasil. Para crescer, ela precisa ser competitiva, inovadora e sustentável”, declarou.

Julia Cruz destacou ainda que o Programa Selo Verde vai além da criação de normas técnicas, prevendo capacitação e consultoria para que as empresas adequem seus processos produtivos às exigências ESG e ampliem o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes.

O presidente da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Mario William Esper, reforçou o papel das normas técnicas como instrumento de competitividade, transparência e valorização dos produtos brasileiros.

Ele destacou o lançamento da norma ABNT NBR 17296, voltada ao setor vidreiro, e lembrou que a norma ABNT NBR 17283, publicada em março, contempla o setor químico, estabelecendo critérios ambientais, sociais e de governança aplicáveis ao polietileno e ao termoplástico renovável. “O Selo Verde Brasil é um instrumento de transformação, que amplia a confiança do mercado e abre novas oportunidades comerciais no Brasil e no exterior”, afirmou.

Indústria defende avanço do Selo Verde

Representando a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o gerente de Fomento às Estratégias ASG, Rogério Dias Araújo, afirmou que o programa busca fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros sustentáveis e ampliar sua rastreabilidade.

Já o superintendente de Inovação e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Roberto de Medeiros Junior, ressaltou a construção conjunta do programa entre governo, indústria e academia. Segundo ele, o SENAI conduzirá uma etapa piloto de capacitação e acompanhamento das empresas participantes. “O Selo Verde deve ser visto como um fator de competitividade para a indústria nacional”, afirmou.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), autora da emenda parlamentar que viabilizou as etapas iniciais do programa, destacou a importância de políticas públicas estruturantes e de longo prazo para preparar a indústria brasileira para os desafios da transição sustentável.

“Temos uma oportunidade histórica. O Brasil reúne estabilidade institucional, matriz energética limpa, biodiversidade e uma indústria forte. Não podemos perder essa oportunidade”, disse.

Moderado por Sissi Alves da Silva, diretora do Departamento de Novas Economias da SEV/MDIC, o painel “O Setor Produtivo na Economia Verde” reuniu representantes da indústria química, do vidro e do alumínio.

Na avaliação de Sissi, o programa representa “um passo estratégico” para aproximar sustentabilidade, inovação industrial e valorização dos atributos ambientais da produção nacional.

O presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, afirmou que sustentabilidade e competitividade precisam caminhar juntas. Segundo ele, o Programa Selo Verde Brasil contribui para transformar atributos sustentáveis da indústria brasileira em diferencial competitivo nos mercados nacional e internacional.

O executivo também defendeu o uso do selo em políticas públicas e compras governamentais sustentáveis, incluindo programas como o Minha Casa, Minha Vida.

Cooperação fortalece química sustentável

Durante o evento, o MDIC e a Abiquim assinaram um acordo de cooperação voltado à mobilização da indústria química para ampliar o nível de maturidade em sustentabilidade e apoiar a implementação do Programa Selo Verde Brasil em produtos da química sustentável. Após a assinatura, André Passos destacou os avanços do setor em eficiência energética, redução de emissões, inovação tecnológica e uso de fontes renováveis.

Segundo Sissi Alves da Silva, o acordo prevê cooperação técnica e institucional para mobilização das empresas do setor químico, realização de estudos e apoio à preparação das empresas para atendimento aos critérios do programa.

O evento também marcou o anúncio da adesão do setor vidreiro ao Recircula Brasil e a publicação da norma ABNT NBR 17296, que estabelece critérios ambientais, sociais e de governança aplicáveis ao vidro plano.

Capacitação e normas impulsionam programa

Encerrando o encontro, representantes do MDIC, da ABNT, do Inmetro e do SENAI detalharam as próximas etapas do Programa Selo Verde Brasil, incluindo governança, elaboração de normas técnicas, acreditação de certificadoras e capacitação das empresas participantes.

A coordenadora-geral de Economia Verde e de Impacto da SEV/MDIC, Gisele Viana, destacou que o programa é resultado de ampla articulação entre governo, indústria e entidades técnicas, com foco em transformar sustentabilidade em diferencial competitivo para a indústria nacional.

Representando a ABNT, Cláudio Guerreiro ressaltou o caráter colaborativo da construção das normas técnicas do programa.

Já o coordenador-geral de Acreditação do Inmetro, Ricardo Fermann, afirmou que a acreditação das certificadoras será fundamental para garantir confiança, rastreabilidade e reconhecimento internacional aos produtos certificados pelo Selo Verde Brasil.

Pelo SENAI, Isabella Póvoa destacou o início da etapa de capacitação e consultoria das empresas participantes, com foco na preparação das cadeias produtivas para atender aos critérios ESG previstos nas normas do programa.

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