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ABI protesta contra detenção e deportação de Franklin Martins no Panamá

Entidade cobra explicações ao governo panamenho após jornalista brasileiro ser detido no aeroporto de Tocumen durante conexão para a Guatemala

Jornalista Franklin Martins (Foto: Brasil 247)

247 - A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) enviou uma carta de protesto ao embaixador do Panamá no Brasil, Flavio Gabriel Méndez Altamirano, criticando a detenção e deportação do jornalista Franklin Martins, ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O episódio ocorreu quando Martins estava no aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, durante uma conexão aérea com destino à Guatemala.

Em carta aberta divulgada neste domingo (8), a ABI afirmou que o jornalista não pretendia entrar em território panamenho e estava apenas em trânsito. O documento, publicado pela própria entidade, denuncia o que classifica como uma detenção arbitrária e sem justificativa.

No texto encaminhado ao diplomata, o presidente da ABI, Octávio Costa, afirma que a organização manifesta “nosso protesto diante da injustificável detenção e deportação do jornalista Franklin Martins”. Segundo ele, o episódio ocorreu mesmo sem que o jornalista tivesse intenção de ingressar no país.

De acordo com a entidade, Martins foi impedido de prosseguir viagem mesmo estando apenas em conexão no aeroporto. A carta relata ainda que o jornalista teria sido detido sem explicações e sem acesso imediato a assistência diplomática.

“O jornalista sequer pretendia ingressar em território panamenho, estando no aeroporto de Tocumen apenas para fazer conexão rumo à Guatemala”, afirma o documento.

A ABI também critica o fato de Martins ter sido impedido de entrar em contato com autoridades brasileiras durante o episódio. “Sem qualquer explicação, em total desrespeito aos direitos do jornalista – detido arbitrariamente e impedido de se comunicar até mesmo com a Embaixada do Brasil – as autoridades do Panamá se outorgaram o direito de impedir o acesso a outra nação”, destaca a carta.

No comunicado, a entidade ressalta que medidas como essa podem gerar repercussões diplomáticas e comerciais. A ABI afirma que decisões desse tipo podem afetar a imagem do Panamá como ponto estratégico de conexões aéreas para passageiros brasileiros.

“Vossa Excelência deve estar ciente de que atitudes como essa prejudicarão a empresa panamenha Copa Airlines, que apresenta o Panamá, no Brasil, como hub para conexões com países da América Central, do Caribe e mesmo da América do Sul”, afirma Octávio Costa.

Ao final da carta, a associação informa que uma cópia do documento será encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. “Lamentamos o ocorrido e informamos que cópia desta mensagem será enviada ao Ministério das Relações Exteriores”, conclui o presidente da ABI.

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