Acordo UE-Mercosul e mudanças na CNH estão entre os maiores acertos do governo Lula, aponta AtlasIntel
Pesquisa revela alta aprovação a medidas econômicas e sociais e aponta críticas à posição sobre a Venezuela
247 - Uma pesquisa LatamPulse, realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, mapeou a percepção dos brasileiros sobre decisões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando quais iniciativas são vistas como acertos e quais geram maior resistência na opinião pública. O levantamento ouviu 5.418 pessoas entre os dias 15 e 20 de janeiro e apresenta margem de erro de 1,1 ponto percentual para mais ou para menos.
Entre as medidas com maior aprovação aparece a gratuidade total de medicamentos e itens da Farmácia Popular, considerada um acerto por 86% dos entrevistados. Também recebeu avaliação amplamente positiva a isenção do Imposto de Renda para pessoas com renda mensal até R$ 5 mil, aprovada por 76% dos participantes da pesquisa. O programa de renegociação de dívidas da população, o Desenrola, foi apontado como acerto por 72%.
No campo econômico e comercial, a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia figura entre os principais pontos positivos da gestão Lula, com 67% de aprovação. O fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também aparece como um dos destaques, sendo considerado um acerto por 66% dos brasileiros ouvidos.
Outras iniciativas com avaliação favorável incluem o incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público de famílias de baixa renda, conhecido como Pé-de-Meia, aprovado por 56%, e a adoção da reforma tributária, que recebeu 48% de avaliações positivas. O novo arcabouço fiscal para o equilíbrio das contas públicas aparece em um cenário mais dividido, com 44% considerando a medida um acerto e 46% classificando-a como erro.
Na lista das decisões mais criticadas, a condenação do sequestro do presidente da Venezuela Nicolás Maduro pelos Estados Unidos se destaca negativamente. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados consideraram erro a posição do governo brasileiro em relação à ação conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto 43% avaliaram a postura como correta.
Também figuram entre os pontos de maior rejeição a retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização, classificada como erro por 51%, e a tentativa de fiscalização das transações via Pix acima de R$ 5 mil mensais, rejeitada por 56%. O imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 foi considerado um erro por 59% dos entrevistados.



