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Ala do governo admite discutir compensação para pequenas empresas com fim da escala 6x1

Integrantes do governo Lula avaliam ampliar teto do MEI e crédito para reduzir impacto sobre micro e pequenas empresas

Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6x1 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - Setores ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram a discutir possíveis medidas de compensação para micro e pequenos empresários diante da proposta de extinção da escala de trabalho 6x1. A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Integrantes da base governista avaliam que eventuais mudanças nas regras trabalhistas podem gerar impactos especialmente sobre pequenos negócios, segmento que vem demonstrando insatisfação com o governo federal. Nos bastidores, parte do PT defende que qualquer proposta relacionada ao fim da jornada 6x1 já inclua mecanismos de proteção para microempreendedores e pequenas empresas.

Entre as alternativas analisadas está a ampliação do teto de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). Atualmente, o limite anual do MEI é de R$ 81 mil, mas já tramita na Câmara dos Deputados um projeto que propõe elevar esse teto para R$ 144 mil.

Outra possibilidade debatida por governistas envolve a expansão de linhas de crédito voltadas aos pequenos empresários, como forma de amenizar custos decorrentes de eventuais alterações na jornada de trabalho. Apesar disso, interlocutores do governo afirmam que a discussão ainda está em estágio inicial.

De acordo com relatos reservados de integrantes da base aliada, o debate sobre compensações será conduzido com cautela e priorizando os setores considerados mais vulneráveis da economia. A mesma ala descarta, neste momento, qualquer medida de compensação destinada às grandes empresas.

A movimentação ocorre em meio à pressão de setores empresariais no Congresso Nacional. Diversos segmentos intensificaram o lobby pela manutenção de benefícios relacionados à desoneração da folha de pagamento, e parlamentares devem atuar para tentar contemplar parte das demandas do empresariado nas negociações sobre a pauta trabalhista.

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