Alckmin critica articulação bolsonarista após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Vice-presidente critica tentativa de “desviar atenção” do escândalo do Banco Master
247 - O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou nesta sexta-feira (29) a decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Alckmin destacou que o combate ao crime organizado exige atuação integrada das forças de segurança. “Combate ao crime organizado é feito por terra, mar e ar”, afirmou. O vice-presidente também elogiou a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto antifacção e mencionou a Operação Carbono Oculto. “É um trabalho permanente”, declarou.
A declaração foi dada durante agenda em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, onde participou de cerimônia de entrega de unidades móveis de saúde.
Ao comentar o anúncio norte-americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro. “O que eu lamento nesse episódio é que infelizmente membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país”, disse.
Segundo o vice-presidente, há uma tentativa de deslocar o foco de outros escândalos, como o do Banco Master. “Para sair desse tema do Master, ficam gerando factoides para desviar atenção do Master”, afirmou.
Alckmin também alertou para possíveis consequências econômicas da medida anunciada pelos Estados Unidos. “Pode ter consequências na área da economia”, disse. Na avaliação do vice-presidente, a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas “não vai resolver nada do crime e pode prejudicar a economia”.
Mais cedo, o governo Trump anunciou que classificará o PCC e o CV como organizações terroristas, após reuniões entre autoridades norte-americanas, incluindo o próprio Trump, e o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.



