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Alckmin defende apoio dos estados para conter alta do diesel

Vice-presidente defende divisão de custos para conter preço do diesel e garantir abastecimento durante crise internacional

Geraldo Alckmin (Foto: Júlio César Silva/MDIC)

247 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (30) que o governo federal conta com a adesão dos Estados às medidas emergenciais destinadas a conter o avanço do preço do diesel no País. A proposta em discussão prevê a divisão igualitária dos custos de uma subvenção de R$ 1,20 sobre o diesel importado, como forma de evitar repasses ao consumidor e assegurar o abastecimento.

Segundo Alckmin, embora ainda não haja resposta formal dos governadores, há expectativa positiva quanto à participação dos entes federativos. “Tenho confiança de que os Estados venham também participar. Porque nós precisamos garantir que o preço não suba e, principalmente, garantir abastecimento. Nós temos que garantir abastecimento. Então, eu acho que os Estados também poderão participar”, declarou após participação em evento industrial em Manaus.

A iniciativa ocorre em um contexto de pressão sobre os preços internacionais do petróleo, influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O vice-presidente destacou que a medida tem caráter temporário e deverá ser revista conforme houver recuo nas cotações do barril.

“E é transitório. Na hora que cair o preço do barril do petróleo, óbvio que cai essa questão, porque ela é transitória”, afirmou.

Alckmin também ressaltou que o governo brasileiro tem adotado medidas consideradas adequadas diante de um cenário externo que foge ao seu controle direto. Segundo ele, a prioridade é mitigar os impactos da crise internacional sobre o mercado interno, especialmente no setor de combustíveis.

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