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Alckmin diz que adesão a subsídio do diesel será opcional para estados

Governo Lula propõe dividir custo de R$ 1,20 por litro com governadores, mas decisão final ficará a cargo de cada estado

Geraldo Alckmin (Foto: Júlio César Silva/MDIC)

247 - O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (28) que a adesão dos estados à proposta de subsídio ao diesel importado será opcional. A informação foi divulgada pela Sputnik Brasil, após governadores decidirem adiar uma posição conjunta sobre o tema.

A medida foi apresentada pelo governo do presidente Lula como forma de conter a alta nos preços dos combustíveis, intensificada pelo cenário internacional, especialmente em meio às tensões no Oriente Médio. A proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel, com divisão igualitária dos custos entre a União e os estados — R$ 0,60 para cada lado.

Segundo Alckmin, no entanto, não haverá imposição por parte do governo federal. “O governo não vai obrigar ninguém. O governo federal fez a sua parte e está com um bom entendimento com os estados. Um bom entendimento”, declarou.

A fala ocorre em um momento de indefinição entre os governadores, que optaram por adiar a decisão sobre a adesão ao plano. A expectativa é de que o tema avance em uma nova reunião marcada para segunda-feira (30), quando representantes estaduais e federais devem discutir os detalhes da proposta e a possibilidade de implementação conjunta.

Nos bastidores, a avaliação do governo é de que o subsídio pode ajudar a amortecer os impactos da alta do diesel sobre o transporte de cargas e, consequentemente, sobre a inflação. Ainda assim, a adesão dependerá da análise fiscal e política de cada estado, já que a medida implicaria custos adicionais aos cofres regionais.

A proposta surge em meio a um cenário global de instabilidade nos preços de energia, o que tem pressionado governos a adotarem medidas emergenciais para proteger consumidores e setores estratégicos da economia.

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